Blog do Varejo Virtual

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Posts de Janeiro, 2007

Mais internautas acessam sites de compras em dezembro

Publicado por lemuelcs em 23/01/2007

SÃO PAULO – O Brasil ainda é o País onde as pessoas mais passam tempo na internet: 21 horas e 39 minutos por semana. O total de dezembro representa alta de 8% na comparação com novembro.

As informações constam em pesquisa divulgada nesta terça-feira (23) pelo Ibope/NetRatings. Conforme o levantamento, no mês passado, o número de usuários ativos de internet residencial chegou a 14,4 milhões de pessoas – número estável em relação a novembro.

Segmentos: Por segmentos, as categorias que mais cresceram foram Cartões de Felicitações (47%), Fotografia (37%) e Comércio Eletrônico (23%), este último passando de 31 minutos no penúltimo mês do ano para 37 minutos mensais em dezembro.

O número de usuários únicos residenciais de Comércio Eletrônico também subiu, evoluindo 3% sobre novembro, 14% sobre outubro e 23% sobre dezembro de 2005. Com isso, foram 8,2 milhões de pessoas utilizando o serviço no último mês do ano passado, o que representa inéditos 56,7% do total de usuários ativos.

“Os sites que tiveram maior crescimento de audiência e de tempo de uso em dezembro são os que têm conteúdo mais interessante em época de final de ano, como mensagens natalinas, fotologs, compras e viagens”, comentou José Calazans,analista de internet do Ibope Inteligência. (Fonte: Infomoney, 23.01.2007)

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A nova onda avança. E você, vai pegá-la?

Publicado por lemuelcs em 19/01/2007

por Maurício Grandeza

Após o grande “boom” da internet mundial, mui-tas pessoas deixaram de acreditar na sua viabili-dade, especialmente no e-commerce. Na euforia daqueles tempos milhares de empresas abriram suas portas, ou melhor, janelas, para um novo mundo, repleto de oportunidades de negócios. Os mais românticos chegaram a comparar esse momento ao período de conquista do território oeste dos Estados Unidos.
O que era “boom” virou “crash” para boa parte dessas empresas. Especificamente no Brasil o comércio pela internet nunca chegou a deslanchar nesse primeiro período. Mesmo assim muitos sites recém-lançados tornaram-se inviáveis e os poucos que restavam se mantinham com dificuldade, na maioria das vezes, como um canal alternativo de venda de uma empresa de varejo tradicional.

A situação hoje é bem diferente. O varejo eletrônico vem crescendo de forma exponencial se comparado ao varejo tradicional. Para se ter uma idéia, no primeiro semestre desse ano, o varejo tradicional experimentou um crescimento de 10,92% em receita nominal enquanto o varejo eletrônico cresceu 51%. O interessante desse número não é apenas seu valor nominal, mas como ele é composto. Crescimento do volume de compras (35%), do número de e-consumidores (10%), do tíquete médio (11%) e aumento da freqüência de compras. Para 2004 as projeções são de R$1,7 bilhão.

Entretanto, tudo isso não significa que o varejo eletrônico vai substituir o varejo tradicional. Assim como a TV não substituiu o rádio e o vídeocassete não foi o fim do cinema. A experiência de compra virtual atrai um tipo específico de consumidor que deseja adquirir, do conforto da sua mesa de escritório, em frente ao seu computador, um determinado tipo de produto.

Com um tíquete médio muito acima do varejo tradicional (R$292), o varejo eletrônico atrai consumidores com renda familiar média de R$3.900, em sua maioria homens, com idade média entre 34 e 35 anos e formação em nível superior. Não por acaso, esse consumidor busca produtos que correspondam ao seu estilo de vida: cd´s e dvd´s, livros e revistas, equipamentos de informática, fitness e beleza, telefonia celular, equipamentos de áudio e vídeo e presentes (em especial flores). Não é raro encontrar lojas tradicionais vendendo pela internet um mix de produtos completamente diferente do mix de suas lojas físicas. Esse público é exigente , gosta de novidades e está disposto a pagar um pouco mais caro para tê-las antes dos outros. Saber entender esse consumidor e atender suas necessidades pode (e deve) ser uma tarefa inadiável.

O cliente está lá, surfando nas ondas da internet, aonde não existem limites, nem fronteiras geográficas. Agora a novidade é a internet móvel, graças aos equipamentos sem fio (wireless). O ato de comprar pela web está cada vez mais rápido, fácil e impulsivo (componente fundamental do processo de decisão de compra).

Não adianta ficar reclamando e assistindo uma fatia tão boa de clientes como a observada acima, deixar de comprar em sua loja, é preciso ir aonde o cliente vai, expandir sua área de atuação para todo o Brasil e, quem sabe, outros países.

Maurício Grandeza

Head of supply do site MercadoLivre.com, bacharel em administração, pós-graduado em Marketing e MBA em gestão empresarial.

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O que há por trás do crescimento no comércio eletrônico?

Publicado por lemuelcs em 19/01/2007

por Maurício Grandeza

Nos últimos meses temos assistido, principalmente na mídia, um verdadeiro frenesi em relação ao excelente desempenho dos índices do comércio eletrônico no país (+79%*1). Quando comparado ao fraco desempenho do comércio físico tradicional (+3,2%*2), a diferença se torna ainda mais gritante e gera uma sensação de que atravessamos um momento de ruptura, aonde nada do que se fazia antes tem valor no novo modelo.

Essa não é exatamente uma verdade absoluta. As condições no Brasil são bastante singulares se comparado aos outros países.
A (felizmente) extinta lei que instituiu a reserva de mercado para produtos de informática (1984-1992), aliada à queda do poder aquisitivo da população nos sucessivos planos econômicos, gerou o que chamamos de déficit de inclusão digital.

Esse déficit passou a ser corrigido desde o fim da década passada, e esse crescimento registrado agora se dá por uma matriz de quatro fatores combinados entre si, o que o diferencia do desempenho dos demais setores da sociedade.

Fator 1 – Acessibilidade, o que não tem nada a ver com portabilidade (que ocorre em países como Japão, Coréia, Estados Unidos). Até o ano passado, segundo pesquisa do Comitê gestor da internet no Brasil, 55% da população brasileira nunca havia utilizado um computador, e 68% nunca havia acessado a internet. Ocorre que as empresas estão cada vez mais informatizadas (a mesma pesquisa mostrou que 98,76% das empresas haviam usado computadores nos últimos 12 meses), criação dos telecentros, dos cybercafés e lan-houses, e mais recentemente ao projeto do PC popular, que tirou do comércio ilegal o monopólio de computadores baratos, aliando a esse tipo de bem o financiamento em larga escala. Portanto, de uma forma ou de outra, a população passou a ter mais acesso aos computadores;

Fator 2 – A penetração da internet. A aceleração no tempo de sucateamento dos equipamentos (que são disponibilizados ao mercado de usados), passou a permitir à população de menor poder aquisitivo, acesso a computadores de maior velocidade e compatibilidade com os navegadores de internet;

Fator 3 – O movimento de competição entre os provedores de acesso à internet de alta velocidade (banda larga), que gerou queda nas tarifas e conseqüente aumento da sua utilização. O Brasil é vice-campeão mundial em tempo de navegação per capita.

Fator 4 – Por último, mas não menos importante, dentro desse universo de internautas, existe a própria experiência de compra que vem se disseminando, em razão do incremento na percepção de segurança nas transações online, a compra pela internet está começando a ser popular como o ato de utilizar um caixa eletrônico.

Dessa forma podemos dizer que a alavancagem do comércio eletrônico, não obstante a sua base pequena, é vitaminada por diversas frentes, e isso sim, a torna diferente do desempenho do comércio físico.

*Camara-e.net
**PCCV Fecomércio

Mauricio Grandeza
Presidente da Aprovare – Associação dos profissionais do varejo
Trabalha há 12 anos no comércio varejista, e nos últimos 4 anos em empresas de comércio eletrônico (Mercadolivre, Officenet e C&C.com).

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Vendas pela internet crescem 76% e atingem R$ 4,4 bi em 2006

Publicado por lemuelcs em 10/01/2007

As vendas do comércio eletrônico brasileiro tiveram forte crescimento de 76% no ano passado e chegaram a R$ 4,4 bilhões, segundo a empresa de marketing on-line e-bit.

O faturamento ficou R$ 100 milhões acima do previsto pela e-bit, que estimava R$ 4,3 bilhões em 2006. Nesses números não estão incluídas as vendas de passagens aéreas, automóveis e leilão virtual.

Já a quantidade de consumidores que fazem compras pela internet cresceu 46% no ano passado e alcançou um universo de 7 milhões de brasileiros.

Para 2007, a previsão da e-bit é que o comércio eletrônico brasileiro tenha novamente um forte crescimento. A estimativa é de que o faturamento alcance R$ 6,4 bilhões, uma alta de 45%.

Desde 2001, quando faturou R$ 549 milhões, o crescimento mínimo do varejo on-line foi registrado em 2003 (41%).

Para a e-bit, o crescimento deverá ocorrer com mais brasileiros aderindo ao comércio eletrônico e um número maior de operações, uma vez que o valor médio das compras, que ficou em cerca de R$ 300 no ano passado, deve ficar estável.

Assim como acontece no varejo tradicional, o melhor mês para o comércio eletrônico também foi dezembro, quando o faturamento alcançou quase R$ 600 milhões.

No mês passado, os CDs, DVDs e vídeos representaram 17% das vendas e foram os produtos mais comercializados. Em seguida, aparecem os eletrônicos (15%); e livros, revistas e jornais (13%). (Fonte: Folha Online, 09.01.2007)

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Lojas virtuais não entregaram 16% das compras de Natal

Publicado por lemuelcs em 10/01/2007

Uma pesquisa realizada pela e-bit, empresa de análise do mercado de Internet, indica que 16% dos consumidores que compraram pela web no período de 15 de novembro a 24 de dezembro de 2006 não receberam os pedidos. Em 2005, este índice era de 13%.

O estudo também mostra que 2% das compras foram entregues com atraso, número que em 2005 foi um pouco maior: 3%. Os problemas com o comércio eletrônico também atingiram a 4% dos consumidores com cancelamento do pedido, feito pela loja ou pelo próprio usuário.

A pesquisa foi feita junto a 42 mil internautas, que realizaram compras online nas 900 lojas eletrônicas nacionais conveniadas à e-bit o que representa 90% do total no Brasil.

(Fonte: Baqguete. 03.01.2007)

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Compras virtuais de Natal frustram 24%

Publicado por lemuelcs em 10/01/2007

As compras pela internet neste Natal frustraram 24% dos internautas, aponta uma pesquisa da consultoria e-bit. Com base em 42 mil questionários respondidos por clientes de 900 lojas virtuais, o estudo aponta que consumidores tiveram atrasos, entregas incompletas ou cancelamento dos produtos adquiridos.

A pesquisa ainda revela que 16% dos consumidores não conseguiram receber os presentes até o Natal.

(Fonte: Agência Estado. 03.01.2007)

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