Blog do Varejo Virtual

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Posts de Dezembro, 2008

Cinco Tecnologias para 2009

Publicado por lemuelcs em 31/12/2008

Todo ano os especialistas calculam mais ou menos quais serão as tecnologias que vingarão pra valer  no ano seguinte.

Para isso usam o senso de observação sobre o que está em franca fabricação e queda de preço, além das que têm caído no gosto e só falta se popularizar, obviamente um bom conhecimento do mercado ajuda.

Eu também tenho alguns chutes calculados que podem parecer claros por já serem incipientes mas são minhas impressões sobre o que vai pegar pra valer.

1. Tchau CD! A mais comum das previsões é a de que o CD acabou. Tudo bem, ele não funciona mais como meio de venda de música. Mas não exageremos. mesmo que há muito ele só sirva como presente de inimigo secreto, dizer que acabou, com todo o parque de leitores que existem nas casas e carros? Lembre-se de o surgimento dos CDs não impediu que os equipamentos com fita cassete fossem fabricados ainda por muito temp e assim prosseguirá o CD também, como mídia alternativa, mas realmente não faz mais sentido algum acumular uma prateleira de CDs cujo conteúdo – mesmo em alta qualidade – cabe numa única mídia. A chance são os áudio livros, esses nos dão um alento no trânsito paulistano.

Você pode ser um colecionador né? Mas colecionador não é mercado, mercado é o povão que ouve, e esse não se importa de onde está vindo o som.

Esse blá blá blá serve pra dizer que, qualquer equipamento novo que não tiver uma porta USB ou um leitor de memória flash, será rejeitado. Aposte, verás a memória flash por todo canto, à preço de banana.Aliás, elas já estão, só que aparecem em um ou outro equipamento. Ainda veremos até forno microondas com porta USB.

2. Celular com TV e internet. Até quando nos contentaremos com celulares pífios e com recursos inutilizáveis? A resposta está aí, bastou o iPhone aparecer com usabilidade melhorada e o mundo voltou suas atenções pra ele. O iPhone ainda está longe dos recursos desejáveis e mesmo assim está à frente do resto? Parabéns Mr. Jobs, mais uma vez.

3.YouTube na tela da TV. Mesmo sendo salvos pela tv à cabo, ainda penamos com os endo-comerciais dos canais pagos, pior, eles são repetitivos, muito repetitivos, mais repetitivos que propagandas de produtos, tão repetitivos quanto esse parágrafo. A solução está nas TVs com conectadas à internet e suas maravilhosas telas PIP que permitem um rápido zap pelo YouTube, por exemplo. Aí só vai faltar um filtro no próprio YouTube, porque para cada momento legal que encontramos, vêm um monte de cracas. É a poluição digital dos tempos de liberdade.

4.QR Code. Ninguém gosta de ficar digitando extensas URLs no celular. O QR Code(de Quick Response) pode dar um jeito nisso. É um quadradinho com um desenho ininteligível e pixelizado. Funciona como um código de barras, você fotografa com sua câmera de celular e este, munido de um programinha gratuito reconhece e rapidamente te leva até a URL associada ao QR.Simples, prático, resolve.Fusão de mídias: móvel, impresso e rede.

5.Touch Screen. Chegou, sentou-se, abriu uma cerveja e não dá pinta de que vai embora tão cedo.Os poucos equipamentos com tela sensível ao toque que apareceram no mercado esse ano – sim, poucos – são uma mera sombra do que está por vir. As telas sensíveis já tem longa estrada nos totens e caixas automáticos, era de se estranhar mesmo que ainda não tinham invadido todos os equipamentos de uso pessoal. É simples, o mercado esgota até a última gota do lucro que podem tirar das tecnologias legadas.Agora não há mais o que fazer, as telas matriciais estão barateadas e podem muito bem equipar a maioria dos dispositivos pessoais.

Em breve falaremos sobre as tecnologias do futuro. Essas citadas são apenas as que não se popularizam extensamente e ninguém sabe bem o porquê.

Por Osmar Lazarini (Portal Exame/Gadget, 27.12.2008)

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Consultoria faz projeções sobre a web em 2020

Publicado por lemuelcs em 31/12/2008

por InformationWeek EUA
22/12/2008

A Pew Internet &amp08

A Pew Internet & American Life Projec sugere uma prevalência da tecnologia de reconhecimento de voz e interface touch no setor.

No ano de 2020, negociação e manipulação vão fundir-se na internet, encorajando os consumidores a negociarem descontos. Copyright será coisa do passado e a realidade virtual permitirá uma fuga para o cyberspace. Essas são algumas das previsões do estudo “Future of the Internet III”, realizado pela Pew Internet & American Life Project.

O que a empresa acredita não é algo muito claro. A internet em 2020 deve ter muito do ambiente web de hoje, cheio de potencial e de armadilhas. O estudo da Pew prevê que o dispositivo móvel será a principal ferramenta de conexão.

A pesquisa acredita em um mundo com pessoas e empresas mais transparentes, mas a natureza humana não muda. E não há surpresa nisso.

O levantamento antecipa o tempo onde o reconhecimento por voz e interfaces touch serão mais prevalentes. Isso não é um prognóstico inesperado. A Apple, com o iPhone e o iPod touch poderia realizar essa previsão através dos seus próprios dispositivos.

“Aqueles que trabalham para fortalecer a propriedade intelectual e o copyright, continuarão em guerra com aqueles que encontrarão uma forma de copiar e compartilhar conteúdo sem pagar”, diz o estudo.

Sessenta por cento dos especialistas entrevistados não concordam que o controle de conteúdo através da tecnologia de proteção de copyright dominaria a internet em 2012. Mas a maioria vê uma redução na popularidade do sistema bloqueado do iPhone. Dado que os competidores da Apple resolveram copiar o modelo da iTunes App Store, não seria surpresa que os consumidores negociacem o uso livre como promessa de segurança do aparelho.

Vida em casa e no trabalho

O relatório da Pew espera continuidade na fusão entre a vida pessoal e profissional, além do mundo físico e virtual. Os pesquisados se mostraram divididos: 56% disseram estar otimistas em relação ao futuro, enquanto o restante se mostrou mais temeroso sobre a possibilidade de trabalhar o tempo todo. O estudo inclui opiniões de diversas pessoas sobre o que estar por vir. As observações trazem visões diferentes de futuro, daquelas observadas no filme Blade Runner, de 1982. “Nós viveremos em casas de vidro”, disse Jeff Jarvis, professor da escola de jornalismo da Citi University of New York.

“Comportamentos agressivos prevalecerão em relação a civilidade, fraternidade e tolerância, como regra geral, apesar de da formação de grupos com esses valores”, afirmou Alejandro Pisanty, diretor do serviço de informática da Universidade Nacional Autônoma do México. “As invasões de intimidade e privacidade devem continuar”, completa.

“Em 2020, a internet será capaz de monitorar e manipular pessoas através das empresas e governo em uma escala nunca vista antes”, afirmou o blogueiro Nicholas Carr. “A maioria das pessoas terão felicidade em negociar a privacidade – consciente ou inconscientemente – em troca de benefícios, como preços mais baixos”, reforçou.

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Conheça os ‘dez mandamentos’ para compras seguras na internet

Publicado por lemuelcs em 30/12/2008

Ao falar sobre compras virtuais seguras, um assunto recorrente na época do Natal, seria fácil recomendar o uso de sites já conhecidos, por conta de sua “tradição”. Mas uma das grandes façanhas da internet é a facilidade com que ela dá espaço a novas idéias, produtos e – como deveria ser – empresas. Sim, é possível comprar com segurança na internet em lojas menores, da mesma forma que é possível ser roubado por um vírus enquanto a senha do cartão é digitada em uma loja mais conhecida. Hoje a coluna Segurança para o PC traz dez dicas para aumentar sua segurança durante as compras na internet, independentemente do produto que você procura e onde vai comprar. Confira.

1. Verifique a segurança do seu sistema

De nada adianta realizar uma compra com todos os cuidados do mundo em um computador público ou compartilhado. Portanto, partindo do pressuposto que a compra será efetuada na máquina que você usa em casa, certifique-se de que a mesma está segura antes de digitar suas informações online. Isso significa fazer uma verificação com os software de segurança instalados, como o antivírus e o anti-spyware.

Seguir boas práticas de segurança, tais como instalar qualquer correção de segurança disponível para os softwares do seu computador e evitar o download de arquivos estranhos, também contribui: a maioria dos casos de roubo de dados ocorre devido a pragas digitais. Para descobrir quais as atualizações necessárias em sua máquina, uma boa opção é o uso do Personal Software Inspector.

2. Procure informações cadastrais da empresa

Se a empresa não disponibiliza o número do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) no website, é possível obtê-lo por meio de um serviço chamado “whois” (“quem é?”). Basta ir até o site Registro.br, digitar o endereço da loja e seguir a opção de “Whois”.

Com o CNPJ em mãos, vá até o site da Receita Federal e acesse pelo menu: Pessoa Jurídica > CNPJ > Comprovante de inscrição. Lá, digite o número do CNPJ. Você terá informações como o nome da empresa e a data em que ela foi estabelecida.

Sites de comércio fraudulentos costumam mentir a respeito do tempo de atividade com o objetivo de ganhar mais clientes (vítimas). Essa verificação pode mostrar que a loja que supostamente existe há oito anos na verdade foi aberta no mês anterior.

Se o endereço não for um “.com.br”, o Whois terá de ser feito de outra forma e não incluirá o CNPJ. Procure obter junto à empresa o CNPJ. Se o mesmo já não estiver divulgado no site, você terá de partir para a próxima dica.

3. Tente contato com a empresa antes de efetuar sua compra

Tanto faz se é via telefone ou e-mail. De preferência tenha os dois em mãos, caso precise reclamar depois. Ao tentar se comunicar com a empresa, você terá uma prévia do tipo de atendimento que ela presta: se não conseguir falar antes da venda, certamente também não conseguirá depois.

Também é válido procurar alguma referência física da loja. O cadastro de CNPJ pode lhe dar um endereço. Às vezes é possível obter informações a respeito do local para saber se realmente há uma loja ali. Procurando o endereço, pode-se descobrir que o mesmo foi utilizado por outras lojas fraudulentas, por exemplo.

4. Procure comentários ou recomendações

Existem sites especializados em coletar comentários de usuários sobre lojas on-line. Outros servem para reclamações. É claro que você não deve confiar em informações fornecidas pela própria loja, como mostra o item seguinte.

5. Ignore selos e outras marcas de segurança

Está se tornando comum a exibição de diversos selos de segurança. Eles recheiam os rodapés de vários sites de comércio eletrônico. São tantos que cada vez informam menos. Embora sites legítimos façam uso deles, qualquer site malicioso pode exibi-los também. Todo site na internet pode exibir qualquer imagem que desejar.

A maioria dos selos se encaixa nas seguintes categorias: não significam nada, não garantem nada, não podem ser verificados. Ignore todos.

Prefira uma pesquisa internet sobre o site, se alguma informação já foi vazada ou comprometida. Leia também a Política de Privacidade para saber o que fazem com seus dados – você certamente não quer que eles sejam compartilhados ou vendidos para telemarketing. Isso é importante.

6. Se não conhece a loja, comece com compras de pequeno valor

Antes de fazer aquela encomenda alta em uma loja que você não conhece, tente antes algumas compras de valor mais baixo. Se você está receoso para digitar o número e o código do seu cartão, pague no boleto bancário. Se você tem medo de não receber o produto, procure a opção de encomenda por Sedex a cobrar.

7. SSL: Secure Sockets Layer

No Internet Explorer 7, o ‘cadeado’ fica na barra de endereços. No IE6, ficava na barra inferior, onde era menos visível. Clicar no cadeado dá mais informações sobre o certificado. (Foto: Reprodução )

Esse é o famoso “cadeado”. A atenção a ele foi recomendada tantas vezes que é quase redundante repetir. Vale dizer o seguinte: o SSL garante que você está visitando o endereço exposto URL (não é um site falso) e que a conexão é criptografada, ou seja, não pode ser interceptada durante o percurso. Isso e apenas isso. O SSL nada mais é do que um código único, chamado “certificado”, que qualquer site pode obter – e não é caro. Ele não garante a segurança de todo o processo (um vírus no seu computador pode roubar as informações, por exemplo), nem serve como garantia de que o produto será entregue. Se esse fosse o caso, esta seria a única dica desta coluna.

8. Cuidado com ofertas boas demais

Principalmente ofertas por e-mail de lojas nas quais você nunca efetuou compra alguma. Mesmo ofertas encontradas em sites comparadores de preços podem ser fajutas. Alguns sites têm começado a manter listas de lojas fraudulentas: procure se informar.

Se um site desconhecido oferece produtos a um valor muito inferior ao praticado por outros, é bom suspeitar e verificar tudo duas vezes.

9. Conheça seus direitos

O Código de Defesa do Consumidor também vale para compras on-line. Um dos mais interessantes é o artigo 49. Ele permite que qualquer produto seja devolvido até sete dias depois da entrega. Se o consumidor exercer esse direito, a loja deve devolver qualquer valor pago, com correção monetária se necessário.

10. O Bom Velhinho recompensa quem se comportam bem

Tome cuidados de segurança o ano todo para que nessa época suas compras sejam tranqüilas. Para saber quais medidas adotar, veja novamente o primeiro item desta lista.

Espero que as dicas tenham sido úteis. Caso algo não tenha ficado claro ou você tenha qualquer dúvida sobre segurança, deixe a pergunta nos comentários. Na quarta-feira (17) serão publicadas respostas às questões deixadas na coluna. Sexta-feira (19) a coluna traz um resumo dos notícias da semana. Até lá e boas compras!

* Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores

Fonte: G1 / Tecnologia

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Prepare-se para o Cloud Computing

Publicado por lemuelcs em 12/12/2008

Por Marcos Abellón*

O mundo da Internet não pára de inovar, novos conceitos surgem quase que diariamente. No ano passado, nos Estados Unidos, nascia a Computação em Nuvens (Cloud Computing), inspirada em conceitos como WEB 2.0, Blogs, Wikipédia, além do próprio E-business. Hoje os Cloud Servers são realidade mundial e anunciam uma grande mudança de paradigmas em relação a serviços de Hosting e utilização de software como serviço (SaaS – Software as a Service). Empresas como Microsoft, Google, IBM, HP, entre outras, consolidam a tecnologia não só adotando para si este modelo, mas também se adaptando às mudanças culturais em seu próprio portfólio, que crescem a cada dia.

O que é a tão falada “Computação em Nuvens” (Cloud Computing)?

É a geração de hosting com computação baseada em servidores numa nuvem com abundâncias de recursos de processamento massivo e armazenamento de dados de alta capacidade, que evita a dependência de recursos físicos alocados em um único hardware. A arquitetura em cloud é muito mais que apenas um conjunto de servidores físicos ou virtuais, ela dispõe de uma infra-estrutura de gerenciamento que inclui funções como provisionamento de recursos computacionais, balanceamento dinâmico do workload e monitoração do desempenho. Esta tecnologia está muito alinhada ao conceito de software como serviço – SaaS – passando por outros conceitos, há tempos em discussão, como arquitetura orientada a serviços (SOA – Service Oriented Architecture), clusters, utility e grid computing (computação em grade), aplicações web enabled e BPM (Business Process Management). Ou seja, ela vem para consolidar tendências, tecnologias, modismos que estavam por aí soltos e integrar numa única arquitetura.

O Cloud Computing certamente é o fator que irá solidificar a Web como plataforma social e corporativa. Nada mais será como antes e tudo será feito de forma diferente. Assim como a televisão revolucionou o mundo quando surgiu, a Web é um marco fundamental da nossa história e está modificando tudo.

Não sei ao certo, mas tomei conhecimento que as grandes empresas de TI citadas acima estão construindo mega-datacenters com milhares de servidores cada uma. Você consegue imaginar o que é isso? E para quê tudo isso? Por isso digo que é uma guerra armamentista, não é possível saber ao certo como será o mundo das aplicações daqui a uns anos.

O que prevejo é que todo o mundo vai estar numa dessas “nuvens”, ou seja, tudo vai rodar em uma infra-estrutura dessas. Tanto faz se será na do Google, Yahoo, Microsoft, Amazon ou algum outro player que surja. Não teremos mais aplicativos e sistemas instalados em hardwares, tudo vai acontecer lá. É uma evolução do SaaS (Software As A Service) só que muito mais globalizada e maior.

Ainda há muitas barreiras a vencer para que o cloud computing se torne viável, como garantia de segurança, as plataformas e padrões existentes, gerenciamento e interoperabilidade. Sem contar que há sempre o medo diante do novo, que é inerente ao ser humano, mas que este deve ser a menor dificuldade. Vamos aguardar e se preparar. 

*Marcos Abellón é Diretor Geral da W5 Solutions (Fonte: B2B Magazine, 04.12.2008)

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