Blog do Varejo Virtual

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Posts de Fevereiro, 2009

E-commerce movimentou R$ 8,2 bi

Publicado por lemuelcs em 19/02/2009

Previsão de crescimento para este ano é de 25%, ou seja, um montante de R$ 10,2 bilhões

O ano de 2008 foi prodigioso para o comércio eletrônico brasileiro. Não só pelo expressivo crescimento do faturamento do setor, que bateu na casa dos R$ 8,2 bilhões – número 30% superior ao registrado no ano anterior – mas também porque a confiança do consumidor nas transações online demonstra que o segmento tem cada vez mais credibilidade. Outra prova disso é que o tíquete médio também cresceu e fecha o ano em R$ 325,00.

Atualmente, são mais de 13 milhões de pessoas comprando pela internet e os sinais para os próximos 12 meses são positivos, mesmo com uma possível desaceleração por conta do repasse da alta do dólar nos preços dos produtos importados. A previsão é de que o faturamento tenha uma alta de 25% e atinja R$ 10,2 bilhões em 2009.

Aliás, vale comentar que a crise de crédito que diversos setores enfrentam não afetou o comércio online até o momento. Tanto os resultados das empresas do varejo digital no terceiro trimestre, quanto pesquisas recentemente publicadas, demonstram que as vendas pela internet tornaram-se uma importante válvula de escape para manter o crescimento das empresas do mercado tradicional.

Em um presente onde o consumidor procura por preços mais em conta, melhores condições de pagamento e produtos com mais custo x benefício, é difícil encontrar soluções mais interessantes que a compra pela rede. Tanto que o resultado do natal de 2008 não poderia ser melhor: evolução de 15% no consumo digital contra um porcentual de 11% em 2007.

É preciso ressaltar também que mesmo com a previsão da entrada de 4 milhões de novos consumidores, o tíquete médio deverá se manter estável, já que produtos como informática, celulares e eletroeletrônicos, que colaboraram fortemente para a curva ascendente em 2006 e 2007, deverão sofrer com uma pequena retração nas vendas.

Outro movimento interessante que merece destaque é o fato dos preços dos produtos terem sofrido retração no último ano, o que pode ser confirmado na pesquisa do Instituto Provar, na qual produtos como celulares tiveram uma retração de 19,9% e os bens de informática recuaram 11,8%.

Diversos aspectos devem influenciar o crescimento do comércio eletrônico em 2009, mas reitero que alguns deles farão diferença: as promoções de frete grátis, o parcelamento sem juros e os preços mais competitivos em relação ao varejo tradicional. Por tudo isso, é certo o aumento na freqüência de uso do canal web por parte do consumidor. (por Pedro Guasti – Diretor-Geral da e-Bit – PropMark – 18/02/09)

Fonte:
HSM

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Internet: a arma do consumidor

Publicado por lemuelcs em 04/02/2009

Um alerta aos fabricantes ou fornecedores de produtos e serviços: o consumidor está de olho e a internet tem ajudado na tomada de decisões antes de fazer uma compra. Levantamento realizado pelo Ibope Inteligência revela o fenômeno dos consumidores 2.0. Cerca de 46% dos internautas leem comentários de outros usuários antes de ir às compras, 20% deles postam opiniões sobre produtos ou serviços com frequência e 57% fizeram isso pelo menos uma vez.

O Ibope esclarece que os dados não refletem o perfil médio do internauta brasileiro, pois a pesquisa foi realizada durante a Campus Party, evento de tecnologias digitais realizado na semana passada   em São Paulo. Na ocasião, o instituto ouviu 600 participantes e constatou que mais de 90% deles estão envolvidos com tecnologias colaborativas, seja como consumidores ou produtores de conteúdo. Apesar de constituírem um outro perfil, os “geeks” da feira indicam o que deve se massificar futuramente.

“Embora não seja representativo do internauta brasileiro em geral, esse levantamento permitirá aperfeiçoar uma metodologia de classificação de hábitos e atitudes em relação à mídia social e às motivações que levam as pessoas a criar conteúdo compartilhado, seja para diversão ou para expressar opiniões sobre marcas, produtos e até candidatos políticos”, afirma Marcelo Coutinho, diretor de análise de mercado do Ibope Inteligência.

Perfil dos Geeks

As principais conclusões do estudo:

  •  87% dos entrevistados têm perfil em algum site de relacionamento e, deste total, 17% atualizam o perfil pelo menos uma vez por dia. Diariamente, 34% deixam mensagens ou imagens no perfil de outras pessoas. 
  • 91% dos possuem interesse em blogs, mas apenas 31% declaram ser autores de um blog. 
  • Cerca de 21% dos entrevistados contribuem diariamente para algum fórum de discussão e 57% visitam estes fóruns pelo menos uma vez por semana, 16% o fazem várias vezes ao dia. 
  • 36% dos entrevistados já contribuíram pelo menos uma vez na edição de artigos em Wikis e 87% utilizam Wikis como fonte de informação sobre diversos assuntos, que inclui empresas, produtos, etc. 
  • 50% dos entrevistados já fizeram tags para outras páginas da web e 28% utilizam tecnologias RSS com frequência diária. 
  • O Twitter é utilizado por 24% dos entrevistados, mas a freqüência de acompanhamento chega a “várias vezes ao dia” por parte de 11% deles. 
  • Diversão (29%), desenvolvimento profissional e vantagens financeiras (25%) e aprendizagem e educação (24%) são principais motivações para usar a rede. 
  • Cerca de15% dos entrevistados afirmam utilizar essas tecnologias para “ajudar os outros e/ou a comunidade”. 

(B2B Magazine, 27.01.2009)

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O celular é o novo PC

Publicado por lemuelcs em 04/02/2009

A revolução da mobilidade inaugurou o mercado de software para aparelhos móveis – e os pioneiros enxergam uma oportunidade semelhante à dos primeiros computadores

Por Luiza Dalmazo

Revista EXAME  Na década de 1980, quando a computação pessoal dava seus primeiros passos, alguns empreendedores começaram a construir uma das indústrias mais dinâmicas e lucrativas que o mundo dos negócios já conheceu: a indústria do software. Os computadores ainda eram uma raridade fora do mundo das empresas, mas aqueles pioneiros acreditavam na massificação do mundo digital. Um deles chegou a proclamar que haveria um computador em cada mesa e em cada casa. Seu nome? Bill Gates. Avance o filme uns 20 anos. Uma nova leva de visionários acredita que uma janela de oportunidade semelhante está se descortinando agora. São os pioneiros do mundo do software para celulares. Mais especificamente os smartphones, aparelhos que têm telas maiores e recursos computacionais mais avançados. No ano passado foram vendidas 115 milhões de unidades. A estimativa é que esse número chegue a meio bilhão em 2012. No mundo da tecnologia, não há mais dúvida: a próxima grande fronteira vai acontecer na tela dos celulares.

Mas não é preciso esperar o futuro para entender o potencial do mercado de programas para smartphones. Apenas seis meses depois do lançamento da App Store, o serviço que centraliza os softwares criados para o iPhone, mais de 300 milhões de aplicativos foram baixados – de graça ou mediante pagamento – por usuários do telefone da Apple. O conjunto de ferramentas que permitem aos desenvolvedores criar os programas para o iPhone foi copiado mais de 100 000 vezes na primeira semana em que foi colocado à disposição no site da Apple. Depois do êxito da Apple, outras empresas criaram estratégias semelhantes. Em outubro, Nokia – sócia majoritária do sistema operacional Symbian -, RIM, criadora do BlackBerry, e Sony Ericsson lançaram suas lojas online de aplicativos e serviços de download.

Na esteira da popularidade desses sistemas, algumas empresas estão se dedicando a escrever programas só para celulares. A MTM Tecnologia, de Salvador, concentra os esforços em programas para profissionais da área médica e hospitalar. “O celular servia para telefonar. Depois, passou a servir também como ferramenta de e-mail. Agora, estamos entrando em uma nova etapa da tecnologia”, diz Gustavo Perez. A Evermobile, de São Paulo, faz sistemas de operações bancárias e quadruplicou de tamanho em dois anos: passou de dez para 40 programadores. Mas uma oportunidade ainda maior pode existir no mercado de consumidores finais. “Enquanto a internet chega a 40 milhões de pessoas, os celulares pertencem a 140 milhões de brasileiros”, diz Raul Pavão, diretor de marketing e alianças da EverMobile. Muitas companhias especializadas em criar programas para uso corporativo estão mudando de estratégia diante do crescimento do mercado consumidor. “Estamos prestes a assistir a uma virada”, acredita Cesar S. Cesar, diretor de estratégia e marketing da Hands, que adapta sites da internet para smartphones. No primeiro semestre de 2008, os aplicativos de entretenimento e jogos aumentaram em número de downloads. Segundo a Handango, provedora de sistemas para smartphone, esse tipo de aplicativo representou 42% das unidades vendidas. Em contrapartida, os sistemas corporativos ficaram em 15%, ante 13% em 2007.

O mercado de software para celulares é promissor, mas ainda restam muitas questões a responder. Uma das mais importantes é sobre a variedade de sistemas existentes. Hoje, quatro sistemas competem pela liderança. A Nokia e seu sistema Symbian detêm a maior fatia do mercado, mas vem perdendo espaço rapidamente para Apple e RIM. Na prática, isso significa que as empresas que criam programas para celulares têm um dilema: ou apostam em uma tecnologia ou então são obrigadas a adaptar seus produtos a todos os sistemas. Essa é uma questão que não existe no mundo dos PCs, pelo menos por enquanto. Como o Windows detém 90% do mercado, é praticamente obrigatório desenvolver para a plataforma da Microsoft – e eventualmente se fazem também versões para o mundo Macintosh ou Linux. Outro ponto em discussão é o poder que os donos das plataformas têm sobre os desenvolvedores. No modelo que está se consolidando, a Apple ou a RIM submetem os softwares a um processo de aprovação e têm inclusive o controle sobre o sistema de distribuição. A empresa de Steve Jobs, por exemplo, cobra 30% do valor da venda dos aplicativos a título de prestação de serviço. Estima-se que só com esse “pedágio” a Apple tenha faturado entre 50 milhões e 100 milhões de dólares. 

Jogo aberto 

Mas nenhuma dessas incertezas deve barrar o desenvolvimento da nascente indústria do software móvel. Numa apresentação recente, a analista Mary Meeker, do banco Morgan Stanley, previu uma aceleração dramática dos negócios ligados à mobilidade, ao passo que as empresas de internet, até pouco tempo atrás as estrelas do mundo digital, vão ser duramente atingidas pela crise financeira mundial e por uma eventual redução em investimentos de publicidade. Se Bill Gates amealhou uma fortuna com a previsão de um computador por mesa, o que esperar do dia em que houver um smartphone no bolso de cada habitante do planeta? 

(Exame, 23.12.2008)

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