Blog do Varejo Virtual

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Posts de Março, 2009

Baixa renda sustenta crescimento de e-commerce

Publicado por lemuelcs em 18/03/2009

Classe C respondeu por 42% das vendas e segmento de informática já não é segundo mais vendido

O comércio eletrônico no Brasil registrou bom desempenho em 2008 e grande parte do crescimento é creditada à popularização dessa modalidade de compra entre as classes de menor poder aquisitivo, especialmente a classe C. De acordo com o estudo “Webshoppers”, divulgado nesta terça-feira (17/03) pela e-bit, representantes desta classe social responderam por 42% das vendas pela internet. O levantamento também apontou que, em dezembro último, o número de brasileiros que já havia feito compra pela web ao menos uma vez somou 13 milhões, alta de 39%.

Como a empresa adiantou no início do ano, o faturamento do comércio eletrônico brasileiro totalizou R$ 8,2 bilhões, alta de 30% em comparação com 2007. O valor, no entanto, é abaixo de estimativas iniciais, que previam crescimento de 45%, ou R$ 8,8 bilhões. A crise econômica refletiu nas vendas, especialmente no período de Natal, que, ainda assim, representou 15% do faturamento anual de 2008.

Assim como vem ocorrendo nos últimos anos, a categoria “livros” liderou as vendas pela web, com 17% de participação. Já o segmento “informática” perdeu a segunda colocação para “Saúde, Beleza e Medicamento”, confirmando previsões de consultorias como Gartner e IDC que previam queda na demanda por PCs e equipamentos do gênero.

De modo geral, como avaliou o diretor geral da e-bit, Pedro Guasti, 2008 demonstrou que o e-commerce se tornou ferramenta importante mesmo em tempos de crise. “Você tem a crise de um lado e do outro as vantagens do canal web. Você tem ofertas, comparação de preços e com isso mais pessoas utilizam a internet”, argumenta Guasti.

O executivo também acredita que o setor sentirá menos os efeitos do cenário econômico que o varejo tradicional. Mesma opinião compartilhada por Gerson Rolim, diretor executivo da Camara-e. “O momento vai ser importante para expor o setor. Temos mudanças no governo que deve trazer o crédito de volta. As ferramentas de comparação aumentam o valor do real no bolso do consumidor”, entende.

Mudança no perfil

Além da popularização do comércio eletrônico entre classes de renda mais baixa – prova disso foi a chegada da Casas Bahia à internet -, o perfil do comprador também sofreu alterações. Em 2008, 51% dos consumidores eram mulheres. Além disso, 19% dos compradores tinham mais que cinquenta anos. Outro ponto revelado pelo estudo é que os novos clientes das lojas online estão utilizando este canal para adquirir produtos de valor agregado e não apenas livros e objetos de menor valor.

E a compra de produtos mais caros também tem sua explicação. Descontando os preços que muitas vezes são mais em conta que em uma loja tradicional, os portais têm investido em outras formas de atrair os consumidores, como frete gratuito. As lojas online também oferecem os parcelamentos sem juros no cartão de crédito, que seduz consumidores em tempos de crise.

Previsão otimista

Encerrada a discussão sobre os efeitos da crise nos resultados de 2008 e também sacramentada, em números, a mudança de perfil dos consumidores, Guasti passou a enumerar as previsões para 2009. “Janeiro e fevereiro está sendo bom para o setor”, iniciou. “Algumas pesquisas apontam que o varejo tradicional cresça pouco (neste ano), enquanto o virtual pode chegar a um faturamento de R$ 10,2 bilhões até dezembro”, completou.

O fato é que, mesmo em ritmo inferior, a perspectiva é que o e-commerce avance entre 20% e 25%. O tíquete médio, que em 2008 foi de R$ 328, não deve sofrer alterações. Em compensação, o número de brasileiros que fizeram compra na web ao menos uma vez deve atingir 17 milhões até o final do ano, sustentado pelos consumidores de baixa renda.

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Comércio eletrônico contra a crise na América Latina

Publicado por lemuelcs em 18/03/2009

A indústria chilena Somela é uma máquina de exportar: 70% das vendas são principalmente para outros países sul-americanos, como Venezuela, Colômbia e Equador, para onde envia aspiradores de pó e secadoras de roupa. O mais curioso é que para chegar a esse resultado, a empresa não participa de feiras comerciais ou envia representantes para outros países. Seus clientes encontram sua lista de produtos com características, preços e especificações técnicas na internet.Acesso a um número muito maior de clientes, possibilidade de venda 24 hs/dia e menores despesas que uma loja tradicional são alguns atrativos desse modelo de negócio. Aproveitar a internet para potencializar vendas é uma tarefa que deve envolver empresas de todos os portes. Lamentavelmente, os pequenos empresários da América Latina ainda olham com ceticismo para a internet, mantém sites precários e não prosperam. Recentemente, a consultoria de comércio exterior RGX de Buenos Aires realizou um estudo com 721 pequenas e médias empresas de 15 países latino-americanos e constatou que 70% das empresas exportadoras têm apenas uma presença básica na web. 28% das empresas consultadas afirmam ter apenas um site institucional e, entre aquelas que apresentam produtos no site, 33% não oferecem a possibilidade de compras ou de receber pedidos.

Mas isso está mudando. Um estudo elaborado no ano passado pela AmericaEconomia Intelligence, revelou que em 2007 as vendas online na América Latina chegaram a US$ 10,9 bilhões. Nos últimos dois anos, o e-commerce cresceu 121% na região, sendo que na Venezuela, o crescimento foi de 224%, no Chile, 183%, México, 143% e no Brasil, 116%.  Este aumento se deve aos avanços da tecnologia e mudanças de comportamento dos consumidores, além do constante crescimento econômico da região.

A empresa e-bit, especializada em e-commerce, registrou que em 2008 o comércio eletrônico faturou R$ 8,2 bilhões no Brasil, 30% superior a 2007. Esse resultado, apesar de um pouco inferior à expectativa que era de 35%, mostra que a crise financeira mundial não afetou este ramo da economia.  Neste início de 2009, quando ainda temos no Brasil, mais uma expectativa de crise do que uma crise propriamente, a indicação é que o crescimento das vendas online fique um pouco abaixo de 30%.

Apesar disso, sobram motivos para as empresas investirem mais na internet como uma ferramenta de negócios e mola propulsora de vendas. A principal razão pode ser a própria expectativa de crise. Afinal, se o dinheiro não será tão abundante em 2009, conforme as previsões, nada mais indicado que as empresas insistam em uma alternativa de negócio de baixo custo que lhes dê grande visibilidade.

Outro dado indicativo da necessidade e potencialidade de crescimento dos negócios online é que, na AL 30% das compras online é realizada por consumidores fora de seu país de origem e nos países que o e-commerce está menos desenvolvido, as transações internacionais podem chegar a 90%. Quer mais? Os mais jovens lideram as compras pela internet. Com o tempo, as novas gerações, totalmente ambientadas com a internet, vão comprar cada vez mais utilizando a web.

Quanto ao número de internautas, o Brasil já é o sexto país no mundo e o primeiro do ranking latino com mais de 50 milhões de internautas e 7 milhões de consumidores, o maior em termos absolutos. O país com maior percentual da população consumidora na internet é o Chile, com 12,7% das pessoas usando a web para compras, seguido por Porto Rico (11,6%), Peru (9,8%), Costa Rica (7,5%), Argentina (5,2%) e Colômbia (4%). O Brasil está em sétimo, com 3,7%, mesmo índice de El Salvador.

A popularização da internet, das conexões de banda larga e dos cartões de crédito, inclusive entre as classes de menor renda, também contribuíram para esse crescimento.

O mercado de internet vem a mais de uma década crescendo e se consolidando em diferentes áreas como informação, educação e lazer. É possível que os negócios online estejam progredindo mais lentamente, mas tudo que foi dito até aqui dá uma expectativa muito positiva para o desenvolvimento do comércio eletrônico.

Mas sem clientes não há negócio que resista. É também através da web que os empresários podem atrair clientes sem precisar investir muito. Nos Estados Unidos a internet já bateu todos os meios de comunicação e está empatada com a TV em termos de audiência. Uma pesquisa recente feita pela Pyramid Research estima que o mercado de publicidade online na América Latina deve crescer de US$ 549 milhões em 2008 para US$ 2.6 bilhões em 2013, ou 9% do bolo, diante dos 2% atuais. O estudo também estima um crescimento de 33% até 2013 nos negócios de e-commerce que hoje registram cerca de US$ 13 bilhões.

Certamente, o comércio eletrônico e a publicidade online serão aliados no caminho de crescimento da web como ferramenta para impulsionar negócios e também a economia.  Portanto, empresários, mãos à obra. Pensem bem, informem-se e verão que a internet pode ser um bom remédio contra a crise.

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Ciclo MPE.Net em São Paulo – Seminário de Comércio Eletrônico para Micro, Pequenas e Médias Empresas

Publicado por lemuelcs em 13/03/2009

ACSP e Camara-e-net debatem como a inclusão digital pode ajudar Pequenas e Médias Empresas em tempos de crise financeira

Como os pequenos e médios empresários podem sobreviver à crise financeira aumentando o volume de negócios? Essas e outras questões serão debatidas, na quarta-feira (08/04/09), no Hotel Intercontinental – Alameda Santos, nº. 1123, durante seminário intitulado “Comércio Eletrônico para Micro, Pequena e Média Empresa” promovido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e-net). Link para a inscrição gratuita: http://www.camara-e.net/camarafinal/ciclo2009/inscricao.aspx ou pelo telefone (11) 3244.3030

PROGRAMAÇÃO
Ciclo de Seminários
Comércio Eletrônico para Micro, Pequena e Média Empresa

9h às 9h30
Introdução: O que é Comércio Eletrônico?
Sandra Turchi – Superintendente de Marketing da ACSP

9h30 às 12h
Painel I – Moderador: Gil Giardelli – Vice-presidente da Adrenax Venture Capital e Sócio-Fundador da Permission Inteligência Digital
Infra-estrutura do e-commerce: hardware (INTEL) , acesso (UOL), registro de domínio (VERISIGN), hospedagem (LOCAWEB) e lojas virtuais (CORREIOS)

12h às 13h30
Almoço (não incluso)

13h30 às 15h
Painel II – Moderador: Paulo Ronaldo Capoletti – Gerente de Pessoa Física do SCPC
Meios de pagamento e Gestão de Riscos: cartão de crédito (Redecard), pagamento online (UOL PagSeguro), gestão de risco (CLEARSALE e SCPC)

15h
Palestra sobre logística e entrega dos produtos – CORREIOS

15h30 às 18h
Painel III – Moderador: Renato Meirelles – Sócio-diretor da Avenida Brasil Comunicação e Marketing
Webmarketing: Links patrocinados (Google), comparação de preços (UOL), cruzador de ofertas (SEBRAE), shopping on-line e publicidade online (UOL)

18h às 18h30
Painel IV – Mesa de debate – Moderador: Gerson Rolim – Diretor da camara-e.net e Coordenador Nacional do Projeto Mercosul Digital
Exportação e linhas de financiamento: Mercosul digital (camara-e.net), Portal da exportação e financiamento (BB), entrega internacional (CORREIOS)

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