Blog do Varejo Virtual

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Arquivo da categoria ‘Notícias do varejo virtual’

Notícias sobre o comércio eletrônico de varejo

Antes de comprar em loja física, 15% dos brasileiros consultam a web

Publicado por lemuelcs em 15/07/2009

Pesquisa F/Radar destaca que 60% dos brasileiros com mais de 16 anos acessam o site da loja e 58% consideram a opinião na web antes de comprar.

Antes de fazer compras em lojas físicas, 15% dos brasileiros acima dos 16 anos de idade consultam a internet destaca a quinta edição do relatório da F/Radar, feito pela F/Nazca feito com apoio do Datafolha, nesta segunda-feira (13/7).

Segundo o levantamento feito em março deste ano com base em 2.117 entrevistas em todo o Brasil, a internet tem impacto sobre aproximadamente 51 bilhões de reais no varejo nacional, com base na Pesquisa Anual do Comércio 2006, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os que afirmam consultar a web antes de comprar em lojas físicas, 63% se conectam em suas residências, 60% acessam o site da loja e 58% consideram a opinião de internautas. Este último número cresceu desde dezembro de 2008, quando 48% consideravam opiniões na web para comprar.

O levantamento apresenta margem de erro de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, em um nível de confiança de 95%. O desenho da amostra foi elaborado com base em informações do Censo 2000 e estimativas 2008 do IBGE.

Fonte: IDGNow

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De livros a roupas, produto sob medida ganha força na web

Publicado por lemuelcs em 15/06/2009

Já é possível encomendar livros, cartões de visita, convites e até roupas em quantidades bem pequenas – até uma única unidade, em alguns casos – e pagar pouco pelo resultado.

Reza a lógica industrial que quanto maior a produção de um determinado bem, mais barato ele é. Produtos exclusivos, feitos sob medida, são caros exatamente porque contrariam a regra. Na internet, porém, alguns serviços estão desafiando essa norma. Já é possível encomendar livros, cartões de visita, convites e até roupas em quantidades bem pequenas – até uma única unidade, em alguns casos – e pagar pouco pelo resultado. Mais: o usuário escolhe ele mesmo a aparência do produto.

É o caso dos livros de fotografia. Em várias lojas on-line – incluindo marcas bem conhecidas, como Americanas.com, Submarino e Extra.com -, o usuário pode encomendar um livro com suas próprias fotos. As imagens são encaminhadas pelo site e o resultado fica semelhante a um livro de arte, não um álbum de fotos. Alguns serviços também permitem criar revistas. O processo é conduzido pelo usuário, que escolhe o tamanho das imagens, cores das páginas, modelos de diagramação, legendas etc.

Essa facilidade de uso, associada à chance de colocar em prática um projeto pessoal – como publicar um romance ou dar de presente um livro com fotos próprias – é que estão levando o consumidor a aderir a esses serviços, movimentando os negócios.

A Digipix – cuja tecnologia permite montar, encomendar e imprimir livros de fotografia – começou em 2004, com três funcionários. Hoje, reúne 50 colaboradores e detém equipamentos que realizam todo o processo de impressão e montagem dos livros de maneira automatizada, o que permite cobrar preços baixos, outro atrativo do modelo. “Investimos cerca de US$ 3 milhões nas máquinas, pois a demanda aumentou e não poderíamos dar conta do serviço de forma manual”, afirma Marco Perlman, um dos sócios da Digipix.

A companhia presta serviços para os sites, que, por sua vez, oferecem o serviço ao consumidor. Os negócios da Digipix cresceram 60% entre 2007 e 2008, quando a empresa obteve um faturamento de R$ 10 milhões. “Tem muito espaço no mercado, esperamos crescer mais”, diz Perlman.

Além da fotografia, o conceito do “faça você mesmo” também está ganhando força entre quem quer publicar seu próprio livro, seja uma obra de ficção ou um trabalho acadêmico. A vantagem é publicar títulos em pequena quantidade, sem o trabalho de passar por uma editora. “É muito difícil ser adotado por uma editora. Digo isso por experiência própria”, diz Indio Brasileiro Guerra Neto, um dos idealizadores do Clube de Autores.

O sistema proposto pela empresa é o da impressão sob demanda: o autor envia o texto por meio do site e sugere o valor a ser cobrado pela obra. Só quando um leitor efetua a compra, o exemplar é impresso. O autor não paga nada pelo serviço e recebe um pagamento relativo aos direitos autorais. De fevereiro até agora, o Clube de Autores já publicou em torno de 670 obras e vendeu 1,2 mil exemplares.

Outra editora on-line, a Armazém Digital, tem foco na área acadêmica. Felipe Rangrab, diretor da empresa, conta que a companhia já trabalhava com editoração desde 1996 e decidiu migrar para o mundo virtual em 2001. “Com ajuda da internet, conseguimos atender universitários e professores do Rio Grande do Sul até o Piauí”, diz.

A Armazém Digital trabalha com pacotes de publicação que variam de R$ 600 a R$ 1.050, dependendo do acabamento e do número de cópias. Rangrab explica que o mercado editorial sofreu uma retração de 20% neste ano, por conta da crise econômica, mas a busca por serviços on-line tem aumentado desde o ano passado. “Além dos contratos burocráticos com grandes editoras, as pessoas estão percebendo que as grandes tiragens diminuem o preço, mas podem representar um desperdício de papel”, afirma o executivo.

Os produtos gráficos, como cartões de visita, convites e até mesmo brindes também estão aderindo ao conceito dos produtos sob medida na web. A Fábrica de Criação, de desenvolvimento e venda de material gráfico, foi fundada em 1997, em Brasília, mas migrou para a web em 2004. Segundo Gisele Sá Rego, uma das sócias da empresa, além de uma redução brutal de custos, a internet permite expandir as vendas para todo o país. “A empresa dobrou o faturamento em relação ao último ano da loja física”, diz Gisele, sem detalhar os números.

A companhia trabalha com designers terceirizados e o portfólio de produtos inclui cartões, convites, canecas, camisetas, sandálias e até caricaturas. (Por: Manuela Rahal – Valor online – São Paulo – 12/06/2009)

Fonte:
Valor Online

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Baixa renda sustenta crescimento de e-commerce

Publicado por lemuelcs em 18/03/2009

Classe C respondeu por 42% das vendas e segmento de informática já não é segundo mais vendido

O comércio eletrônico no Brasil registrou bom desempenho em 2008 e grande parte do crescimento é creditada à popularização dessa modalidade de compra entre as classes de menor poder aquisitivo, especialmente a classe C. De acordo com o estudo “Webshoppers”, divulgado nesta terça-feira (17/03) pela e-bit, representantes desta classe social responderam por 42% das vendas pela internet. O levantamento também apontou que, em dezembro último, o número de brasileiros que já havia feito compra pela web ao menos uma vez somou 13 milhões, alta de 39%.

Como a empresa adiantou no início do ano, o faturamento do comércio eletrônico brasileiro totalizou R$ 8,2 bilhões, alta de 30% em comparação com 2007. O valor, no entanto, é abaixo de estimativas iniciais, que previam crescimento de 45%, ou R$ 8,8 bilhões. A crise econômica refletiu nas vendas, especialmente no período de Natal, que, ainda assim, representou 15% do faturamento anual de 2008.

Assim como vem ocorrendo nos últimos anos, a categoria “livros” liderou as vendas pela web, com 17% de participação. Já o segmento “informática” perdeu a segunda colocação para “Saúde, Beleza e Medicamento”, confirmando previsões de consultorias como Gartner e IDC que previam queda na demanda por PCs e equipamentos do gênero.

De modo geral, como avaliou o diretor geral da e-bit, Pedro Guasti, 2008 demonstrou que o e-commerce se tornou ferramenta importante mesmo em tempos de crise. “Você tem a crise de um lado e do outro as vantagens do canal web. Você tem ofertas, comparação de preços e com isso mais pessoas utilizam a internet”, argumenta Guasti.

O executivo também acredita que o setor sentirá menos os efeitos do cenário econômico que o varejo tradicional. Mesma opinião compartilhada por Gerson Rolim, diretor executivo da Camara-e. “O momento vai ser importante para expor o setor. Temos mudanças no governo que deve trazer o crédito de volta. As ferramentas de comparação aumentam o valor do real no bolso do consumidor”, entende.

Mudança no perfil

Além da popularização do comércio eletrônico entre classes de renda mais baixa – prova disso foi a chegada da Casas Bahia à internet -, o perfil do comprador também sofreu alterações. Em 2008, 51% dos consumidores eram mulheres. Além disso, 19% dos compradores tinham mais que cinquenta anos. Outro ponto revelado pelo estudo é que os novos clientes das lojas online estão utilizando este canal para adquirir produtos de valor agregado e não apenas livros e objetos de menor valor.

E a compra de produtos mais caros também tem sua explicação. Descontando os preços que muitas vezes são mais em conta que em uma loja tradicional, os portais têm investido em outras formas de atrair os consumidores, como frete gratuito. As lojas online também oferecem os parcelamentos sem juros no cartão de crédito, que seduz consumidores em tempos de crise.

Previsão otimista

Encerrada a discussão sobre os efeitos da crise nos resultados de 2008 e também sacramentada, em números, a mudança de perfil dos consumidores, Guasti passou a enumerar as previsões para 2009. “Janeiro e fevereiro está sendo bom para o setor”, iniciou. “Algumas pesquisas apontam que o varejo tradicional cresça pouco (neste ano), enquanto o virtual pode chegar a um faturamento de R$ 10,2 bilhões até dezembro”, completou.

O fato é que, mesmo em ritmo inferior, a perspectiva é que o e-commerce avance entre 20% e 25%. O tíquete médio, que em 2008 foi de R$ 328, não deve sofrer alterações. Em compensação, o número de brasileiros que fizeram compra na web ao menos uma vez deve atingir 17 milhões até o final do ano, sustentado pelos consumidores de baixa renda.

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Comércio eletrônico contra a crise na América Latina

Publicado por lemuelcs em 18/03/2009

A indústria chilena Somela é uma máquina de exportar: 70% das vendas são principalmente para outros países sul-americanos, como Venezuela, Colômbia e Equador, para onde envia aspiradores de pó e secadoras de roupa. O mais curioso é que para chegar a esse resultado, a empresa não participa de feiras comerciais ou envia representantes para outros países. Seus clientes encontram sua lista de produtos com características, preços e especificações técnicas na internet.Acesso a um número muito maior de clientes, possibilidade de venda 24 hs/dia e menores despesas que uma loja tradicional são alguns atrativos desse modelo de negócio. Aproveitar a internet para potencializar vendas é uma tarefa que deve envolver empresas de todos os portes. Lamentavelmente, os pequenos empresários da América Latina ainda olham com ceticismo para a internet, mantém sites precários e não prosperam. Recentemente, a consultoria de comércio exterior RGX de Buenos Aires realizou um estudo com 721 pequenas e médias empresas de 15 países latino-americanos e constatou que 70% das empresas exportadoras têm apenas uma presença básica na web. 28% das empresas consultadas afirmam ter apenas um site institucional e, entre aquelas que apresentam produtos no site, 33% não oferecem a possibilidade de compras ou de receber pedidos.

Mas isso está mudando. Um estudo elaborado no ano passado pela AmericaEconomia Intelligence, revelou que em 2007 as vendas online na América Latina chegaram a US$ 10,9 bilhões. Nos últimos dois anos, o e-commerce cresceu 121% na região, sendo que na Venezuela, o crescimento foi de 224%, no Chile, 183%, México, 143% e no Brasil, 116%.  Este aumento se deve aos avanços da tecnologia e mudanças de comportamento dos consumidores, além do constante crescimento econômico da região.

A empresa e-bit, especializada em e-commerce, registrou que em 2008 o comércio eletrônico faturou R$ 8,2 bilhões no Brasil, 30% superior a 2007. Esse resultado, apesar de um pouco inferior à expectativa que era de 35%, mostra que a crise financeira mundial não afetou este ramo da economia.  Neste início de 2009, quando ainda temos no Brasil, mais uma expectativa de crise do que uma crise propriamente, a indicação é que o crescimento das vendas online fique um pouco abaixo de 30%.

Apesar disso, sobram motivos para as empresas investirem mais na internet como uma ferramenta de negócios e mola propulsora de vendas. A principal razão pode ser a própria expectativa de crise. Afinal, se o dinheiro não será tão abundante em 2009, conforme as previsões, nada mais indicado que as empresas insistam em uma alternativa de negócio de baixo custo que lhes dê grande visibilidade.

Outro dado indicativo da necessidade e potencialidade de crescimento dos negócios online é que, na AL 30% das compras online é realizada por consumidores fora de seu país de origem e nos países que o e-commerce está menos desenvolvido, as transações internacionais podem chegar a 90%. Quer mais? Os mais jovens lideram as compras pela internet. Com o tempo, as novas gerações, totalmente ambientadas com a internet, vão comprar cada vez mais utilizando a web.

Quanto ao número de internautas, o Brasil já é o sexto país no mundo e o primeiro do ranking latino com mais de 50 milhões de internautas e 7 milhões de consumidores, o maior em termos absolutos. O país com maior percentual da população consumidora na internet é o Chile, com 12,7% das pessoas usando a web para compras, seguido por Porto Rico (11,6%), Peru (9,8%), Costa Rica (7,5%), Argentina (5,2%) e Colômbia (4%). O Brasil está em sétimo, com 3,7%, mesmo índice de El Salvador.

A popularização da internet, das conexões de banda larga e dos cartões de crédito, inclusive entre as classes de menor renda, também contribuíram para esse crescimento.

O mercado de internet vem a mais de uma década crescendo e se consolidando em diferentes áreas como informação, educação e lazer. É possível que os negócios online estejam progredindo mais lentamente, mas tudo que foi dito até aqui dá uma expectativa muito positiva para o desenvolvimento do comércio eletrônico.

Mas sem clientes não há negócio que resista. É também através da web que os empresários podem atrair clientes sem precisar investir muito. Nos Estados Unidos a internet já bateu todos os meios de comunicação e está empatada com a TV em termos de audiência. Uma pesquisa recente feita pela Pyramid Research estima que o mercado de publicidade online na América Latina deve crescer de US$ 549 milhões em 2008 para US$ 2.6 bilhões em 2013, ou 9% do bolo, diante dos 2% atuais. O estudo também estima um crescimento de 33% até 2013 nos negócios de e-commerce que hoje registram cerca de US$ 13 bilhões.

Certamente, o comércio eletrônico e a publicidade online serão aliados no caminho de crescimento da web como ferramenta para impulsionar negócios e também a economia.  Portanto, empresários, mãos à obra. Pensem bem, informem-se e verão que a internet pode ser um bom remédio contra a crise.

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Ciclo MPE.Net em São Paulo – Seminário de Comércio Eletrônico para Micro, Pequenas e Médias Empresas

Publicado por lemuelcs em 13/03/2009

ACSP e Camara-e-net debatem como a inclusão digital pode ajudar Pequenas e Médias Empresas em tempos de crise financeira

Como os pequenos e médios empresários podem sobreviver à crise financeira aumentando o volume de negócios? Essas e outras questões serão debatidas, na quarta-feira (08/04/09), no Hotel Intercontinental – Alameda Santos, nº. 1123, durante seminário intitulado “Comércio Eletrônico para Micro, Pequena e Média Empresa” promovido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e-net). Link para a inscrição gratuita: http://www.camara-e.net/camarafinal/ciclo2009/inscricao.aspx ou pelo telefone (11) 3244.3030

PROGRAMAÇÃO
Ciclo de Seminários
Comércio Eletrônico para Micro, Pequena e Média Empresa

9h às 9h30
Introdução: O que é Comércio Eletrônico?
Sandra Turchi – Superintendente de Marketing da ACSP

9h30 às 12h
Painel I – Moderador: Gil Giardelli – Vice-presidente da Adrenax Venture Capital e Sócio-Fundador da Permission Inteligência Digital
Infra-estrutura do e-commerce: hardware (INTEL) , acesso (UOL), registro de domínio (VERISIGN), hospedagem (LOCAWEB) e lojas virtuais (CORREIOS)

12h às 13h30
Almoço (não incluso)

13h30 às 15h
Painel II – Moderador: Paulo Ronaldo Capoletti – Gerente de Pessoa Física do SCPC
Meios de pagamento e Gestão de Riscos: cartão de crédito (Redecard), pagamento online (UOL PagSeguro), gestão de risco (CLEARSALE e SCPC)

15h
Palestra sobre logística e entrega dos produtos – CORREIOS

15h30 às 18h
Painel III – Moderador: Renato Meirelles – Sócio-diretor da Avenida Brasil Comunicação e Marketing
Webmarketing: Links patrocinados (Google), comparação de preços (UOL), cruzador de ofertas (SEBRAE), shopping on-line e publicidade online (UOL)

18h às 18h30
Painel IV – Mesa de debate – Moderador: Gerson Rolim – Diretor da camara-e.net e Coordenador Nacional do Projeto Mercosul Digital
Exportação e linhas de financiamento: Mercosul digital (camara-e.net), Portal da exportação e financiamento (BB), entrega internacional (CORREIOS)

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E-commerce movimentou R$ 8,2 bi

Publicado por lemuelcs em 19/02/2009

Previsão de crescimento para este ano é de 25%, ou seja, um montante de R$ 10,2 bilhões

O ano de 2008 foi prodigioso para o comércio eletrônico brasileiro. Não só pelo expressivo crescimento do faturamento do setor, que bateu na casa dos R$ 8,2 bilhões – número 30% superior ao registrado no ano anterior – mas também porque a confiança do consumidor nas transações online demonstra que o segmento tem cada vez mais credibilidade. Outra prova disso é que o tíquete médio também cresceu e fecha o ano em R$ 325,00.

Atualmente, são mais de 13 milhões de pessoas comprando pela internet e os sinais para os próximos 12 meses são positivos, mesmo com uma possível desaceleração por conta do repasse da alta do dólar nos preços dos produtos importados. A previsão é de que o faturamento tenha uma alta de 25% e atinja R$ 10,2 bilhões em 2009.

Aliás, vale comentar que a crise de crédito que diversos setores enfrentam não afetou o comércio online até o momento. Tanto os resultados das empresas do varejo digital no terceiro trimestre, quanto pesquisas recentemente publicadas, demonstram que as vendas pela internet tornaram-se uma importante válvula de escape para manter o crescimento das empresas do mercado tradicional.

Em um presente onde o consumidor procura por preços mais em conta, melhores condições de pagamento e produtos com mais custo x benefício, é difícil encontrar soluções mais interessantes que a compra pela rede. Tanto que o resultado do natal de 2008 não poderia ser melhor: evolução de 15% no consumo digital contra um porcentual de 11% em 2007.

É preciso ressaltar também que mesmo com a previsão da entrada de 4 milhões de novos consumidores, o tíquete médio deverá se manter estável, já que produtos como informática, celulares e eletroeletrônicos, que colaboraram fortemente para a curva ascendente em 2006 e 2007, deverão sofrer com uma pequena retração nas vendas.

Outro movimento interessante que merece destaque é o fato dos preços dos produtos terem sofrido retração no último ano, o que pode ser confirmado na pesquisa do Instituto Provar, na qual produtos como celulares tiveram uma retração de 19,9% e os bens de informática recuaram 11,8%.

Diversos aspectos devem influenciar o crescimento do comércio eletrônico em 2009, mas reitero que alguns deles farão diferença: as promoções de frete grátis, o parcelamento sem juros e os preços mais competitivos em relação ao varejo tradicional. Por tudo isso, é certo o aumento na freqüência de uso do canal web por parte do consumidor. (por Pedro Guasti – Diretor-Geral da e-Bit – PropMark – 18/02/09)

Fonte:
HSM

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Internet: a arma do consumidor

Publicado por lemuelcs em 04/02/2009

Um alerta aos fabricantes ou fornecedores de produtos e serviços: o consumidor está de olho e a internet tem ajudado na tomada de decisões antes de fazer uma compra. Levantamento realizado pelo Ibope Inteligência revela o fenômeno dos consumidores 2.0. Cerca de 46% dos internautas leem comentários de outros usuários antes de ir às compras, 20% deles postam opiniões sobre produtos ou serviços com frequência e 57% fizeram isso pelo menos uma vez.

O Ibope esclarece que os dados não refletem o perfil médio do internauta brasileiro, pois a pesquisa foi realizada durante a Campus Party, evento de tecnologias digitais realizado na semana passada   em São Paulo. Na ocasião, o instituto ouviu 600 participantes e constatou que mais de 90% deles estão envolvidos com tecnologias colaborativas, seja como consumidores ou produtores de conteúdo. Apesar de constituírem um outro perfil, os “geeks” da feira indicam o que deve se massificar futuramente.

“Embora não seja representativo do internauta brasileiro em geral, esse levantamento permitirá aperfeiçoar uma metodologia de classificação de hábitos e atitudes em relação à mídia social e às motivações que levam as pessoas a criar conteúdo compartilhado, seja para diversão ou para expressar opiniões sobre marcas, produtos e até candidatos políticos”, afirma Marcelo Coutinho, diretor de análise de mercado do Ibope Inteligência.

Perfil dos Geeks

As principais conclusões do estudo:

  •  87% dos entrevistados têm perfil em algum site de relacionamento e, deste total, 17% atualizam o perfil pelo menos uma vez por dia. Diariamente, 34% deixam mensagens ou imagens no perfil de outras pessoas. 
  • 91% dos possuem interesse em blogs, mas apenas 31% declaram ser autores de um blog. 
  • Cerca de 21% dos entrevistados contribuem diariamente para algum fórum de discussão e 57% visitam estes fóruns pelo menos uma vez por semana, 16% o fazem várias vezes ao dia. 
  • 36% dos entrevistados já contribuíram pelo menos uma vez na edição de artigos em Wikis e 87% utilizam Wikis como fonte de informação sobre diversos assuntos, que inclui empresas, produtos, etc. 
  • 50% dos entrevistados já fizeram tags para outras páginas da web e 28% utilizam tecnologias RSS com frequência diária. 
  • O Twitter é utilizado por 24% dos entrevistados, mas a freqüência de acompanhamento chega a “várias vezes ao dia” por parte de 11% deles. 
  • Diversão (29%), desenvolvimento profissional e vantagens financeiras (25%) e aprendizagem e educação (24%) são principais motivações para usar a rede. 
  • Cerca de15% dos entrevistados afirmam utilizar essas tecnologias para “ajudar os outros e/ou a comunidade”. 

(B2B Magazine, 27.01.2009)

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O celular é o novo PC

Publicado por lemuelcs em 04/02/2009

A revolução da mobilidade inaugurou o mercado de software para aparelhos móveis – e os pioneiros enxergam uma oportunidade semelhante à dos primeiros computadores

Por Luiza Dalmazo

Revista EXAME  Na década de 1980, quando a computação pessoal dava seus primeiros passos, alguns empreendedores começaram a construir uma das indústrias mais dinâmicas e lucrativas que o mundo dos negócios já conheceu: a indústria do software. Os computadores ainda eram uma raridade fora do mundo das empresas, mas aqueles pioneiros acreditavam na massificação do mundo digital. Um deles chegou a proclamar que haveria um computador em cada mesa e em cada casa. Seu nome? Bill Gates. Avance o filme uns 20 anos. Uma nova leva de visionários acredita que uma janela de oportunidade semelhante está se descortinando agora. São os pioneiros do mundo do software para celulares. Mais especificamente os smartphones, aparelhos que têm telas maiores e recursos computacionais mais avançados. No ano passado foram vendidas 115 milhões de unidades. A estimativa é que esse número chegue a meio bilhão em 2012. No mundo da tecnologia, não há mais dúvida: a próxima grande fronteira vai acontecer na tela dos celulares.

Mas não é preciso esperar o futuro para entender o potencial do mercado de programas para smartphones. Apenas seis meses depois do lançamento da App Store, o serviço que centraliza os softwares criados para o iPhone, mais de 300 milhões de aplicativos foram baixados – de graça ou mediante pagamento – por usuários do telefone da Apple. O conjunto de ferramentas que permitem aos desenvolvedores criar os programas para o iPhone foi copiado mais de 100 000 vezes na primeira semana em que foi colocado à disposição no site da Apple. Depois do êxito da Apple, outras empresas criaram estratégias semelhantes. Em outubro, Nokia – sócia majoritária do sistema operacional Symbian -, RIM, criadora do BlackBerry, e Sony Ericsson lançaram suas lojas online de aplicativos e serviços de download.

Na esteira da popularidade desses sistemas, algumas empresas estão se dedicando a escrever programas só para celulares. A MTM Tecnologia, de Salvador, concentra os esforços em programas para profissionais da área médica e hospitalar. “O celular servia para telefonar. Depois, passou a servir também como ferramenta de e-mail. Agora, estamos entrando em uma nova etapa da tecnologia”, diz Gustavo Perez. A Evermobile, de São Paulo, faz sistemas de operações bancárias e quadruplicou de tamanho em dois anos: passou de dez para 40 programadores. Mas uma oportunidade ainda maior pode existir no mercado de consumidores finais. “Enquanto a internet chega a 40 milhões de pessoas, os celulares pertencem a 140 milhões de brasileiros”, diz Raul Pavão, diretor de marketing e alianças da EverMobile. Muitas companhias especializadas em criar programas para uso corporativo estão mudando de estratégia diante do crescimento do mercado consumidor. “Estamos prestes a assistir a uma virada”, acredita Cesar S. Cesar, diretor de estratégia e marketing da Hands, que adapta sites da internet para smartphones. No primeiro semestre de 2008, os aplicativos de entretenimento e jogos aumentaram em número de downloads. Segundo a Handango, provedora de sistemas para smartphone, esse tipo de aplicativo representou 42% das unidades vendidas. Em contrapartida, os sistemas corporativos ficaram em 15%, ante 13% em 2007.

O mercado de software para celulares é promissor, mas ainda restam muitas questões a responder. Uma das mais importantes é sobre a variedade de sistemas existentes. Hoje, quatro sistemas competem pela liderança. A Nokia e seu sistema Symbian detêm a maior fatia do mercado, mas vem perdendo espaço rapidamente para Apple e RIM. Na prática, isso significa que as empresas que criam programas para celulares têm um dilema: ou apostam em uma tecnologia ou então são obrigadas a adaptar seus produtos a todos os sistemas. Essa é uma questão que não existe no mundo dos PCs, pelo menos por enquanto. Como o Windows detém 90% do mercado, é praticamente obrigatório desenvolver para a plataforma da Microsoft – e eventualmente se fazem também versões para o mundo Macintosh ou Linux. Outro ponto em discussão é o poder que os donos das plataformas têm sobre os desenvolvedores. No modelo que está se consolidando, a Apple ou a RIM submetem os softwares a um processo de aprovação e têm inclusive o controle sobre o sistema de distribuição. A empresa de Steve Jobs, por exemplo, cobra 30% do valor da venda dos aplicativos a título de prestação de serviço. Estima-se que só com esse “pedágio” a Apple tenha faturado entre 50 milhões e 100 milhões de dólares. 

Jogo aberto 

Mas nenhuma dessas incertezas deve barrar o desenvolvimento da nascente indústria do software móvel. Numa apresentação recente, a analista Mary Meeker, do banco Morgan Stanley, previu uma aceleração dramática dos negócios ligados à mobilidade, ao passo que as empresas de internet, até pouco tempo atrás as estrelas do mundo digital, vão ser duramente atingidas pela crise financeira mundial e por uma eventual redução em investimentos de publicidade. Se Bill Gates amealhou uma fortuna com a previsão de um computador por mesa, o que esperar do dia em que houver um smartphone no bolso de cada habitante do planeta? 

(Exame, 23.12.2008)

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Google afirma que 50% do comércio mundial é influenciado por pesquisas na web

Publicado por lemuelcs em 02/01/2009

Apesar de apenas 6% das compras mundiais serem realizadas pela Internet, dados divulgados pelo Google nesta quinta-feira (23) mostram que cerca de 50% de todas as transações comerciais são influenciadas por pesquisas feitas na rede mundial de computadores.

Ainda de acordo com o Google, o comércio eletrônico internacional vale cerca de 380 bilhões de dólares, e este mercado está em fase de mudanças na relação entre comprador e marca.

Os dados da empresa de Internet mostram que as redes sociais já englobam 270 milhões de participantes em todo o mundo, e 40% do tráfego online passa pelo vídeo. “As grandes marcas online estão sendo construídas em função da performance do produto, e não tanto pela sua publicidade”, afirmou Rui Nunes, do Google Portugal, informou a Agência Financeira. (Portal Imprensa, 23.10.2008)

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Cinco Tecnologias para 2009

Publicado por lemuelcs em 31/12/2008

Todo ano os especialistas calculam mais ou menos quais serão as tecnologias que vingarão pra valer  no ano seguinte.

Para isso usam o senso de observação sobre o que está em franca fabricação e queda de preço, além das que têm caído no gosto e só falta se popularizar, obviamente um bom conhecimento do mercado ajuda.

Eu também tenho alguns chutes calculados que podem parecer claros por já serem incipientes mas são minhas impressões sobre o que vai pegar pra valer.

1. Tchau CD! A mais comum das previsões é a de que o CD acabou. Tudo bem, ele não funciona mais como meio de venda de música. Mas não exageremos. mesmo que há muito ele só sirva como presente de inimigo secreto, dizer que acabou, com todo o parque de leitores que existem nas casas e carros? Lembre-se de o surgimento dos CDs não impediu que os equipamentos com fita cassete fossem fabricados ainda por muito temp e assim prosseguirá o CD também, como mídia alternativa, mas realmente não faz mais sentido algum acumular uma prateleira de CDs cujo conteúdo – mesmo em alta qualidade – cabe numa única mídia. A chance são os áudio livros, esses nos dão um alento no trânsito paulistano.

Você pode ser um colecionador né? Mas colecionador não é mercado, mercado é o povão que ouve, e esse não se importa de onde está vindo o som.

Esse blá blá blá serve pra dizer que, qualquer equipamento novo que não tiver uma porta USB ou um leitor de memória flash, será rejeitado. Aposte, verás a memória flash por todo canto, à preço de banana.Aliás, elas já estão, só que aparecem em um ou outro equipamento. Ainda veremos até forno microondas com porta USB.

2. Celular com TV e internet. Até quando nos contentaremos com celulares pífios e com recursos inutilizáveis? A resposta está aí, bastou o iPhone aparecer com usabilidade melhorada e o mundo voltou suas atenções pra ele. O iPhone ainda está longe dos recursos desejáveis e mesmo assim está à frente do resto? Parabéns Mr. Jobs, mais uma vez.

3.YouTube na tela da TV. Mesmo sendo salvos pela tv à cabo, ainda penamos com os endo-comerciais dos canais pagos, pior, eles são repetitivos, muito repetitivos, mais repetitivos que propagandas de produtos, tão repetitivos quanto esse parágrafo. A solução está nas TVs com conectadas à internet e suas maravilhosas telas PIP que permitem um rápido zap pelo YouTube, por exemplo. Aí só vai faltar um filtro no próprio YouTube, porque para cada momento legal que encontramos, vêm um monte de cracas. É a poluição digital dos tempos de liberdade.

4.QR Code. Ninguém gosta de ficar digitando extensas URLs no celular. O QR Code(de Quick Response) pode dar um jeito nisso. É um quadradinho com um desenho ininteligível e pixelizado. Funciona como um código de barras, você fotografa com sua câmera de celular e este, munido de um programinha gratuito reconhece e rapidamente te leva até a URL associada ao QR.Simples, prático, resolve.Fusão de mídias: móvel, impresso e rede.

5.Touch Screen. Chegou, sentou-se, abriu uma cerveja e não dá pinta de que vai embora tão cedo.Os poucos equipamentos com tela sensível ao toque que apareceram no mercado esse ano – sim, poucos – são uma mera sombra do que está por vir. As telas sensíveis já tem longa estrada nos totens e caixas automáticos, era de se estranhar mesmo que ainda não tinham invadido todos os equipamentos de uso pessoal. É simples, o mercado esgota até a última gota do lucro que podem tirar das tecnologias legadas.Agora não há mais o que fazer, as telas matriciais estão barateadas e podem muito bem equipar a maioria dos dispositivos pessoais.

Em breve falaremos sobre as tecnologias do futuro. Essas citadas são apenas as que não se popularizam extensamente e ninguém sabe bem o porquê.

Por Osmar Lazarini (Portal Exame/Gadget, 27.12.2008)

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