Blog do Varejo Virtual

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Internet: a arma do consumidor

Publicado por lemuelcs em 04/02/2009

Um alerta aos fabricantes ou fornecedores de produtos e serviços: o consumidor está de olho e a internet tem ajudado na tomada de decisões antes de fazer uma compra. Levantamento realizado pelo Ibope Inteligência revela o fenômeno dos consumidores 2.0. Cerca de 46% dos internautas leem comentários de outros usuários antes de ir às compras, 20% deles postam opiniões sobre produtos ou serviços com frequência e 57% fizeram isso pelo menos uma vez.

O Ibope esclarece que os dados não refletem o perfil médio do internauta brasileiro, pois a pesquisa foi realizada durante a Campus Party, evento de tecnologias digitais realizado na semana passada   em São Paulo. Na ocasião, o instituto ouviu 600 participantes e constatou que mais de 90% deles estão envolvidos com tecnologias colaborativas, seja como consumidores ou produtores de conteúdo. Apesar de constituírem um outro perfil, os “geeks” da feira indicam o que deve se massificar futuramente.

“Embora não seja representativo do internauta brasileiro em geral, esse levantamento permitirá aperfeiçoar uma metodologia de classificação de hábitos e atitudes em relação à mídia social e às motivações que levam as pessoas a criar conteúdo compartilhado, seja para diversão ou para expressar opiniões sobre marcas, produtos e até candidatos políticos”, afirma Marcelo Coutinho, diretor de análise de mercado do Ibope Inteligência.

Perfil dos Geeks

As principais conclusões do estudo:

  •  87% dos entrevistados têm perfil em algum site de relacionamento e, deste total, 17% atualizam o perfil pelo menos uma vez por dia. Diariamente, 34% deixam mensagens ou imagens no perfil de outras pessoas. 
  • 91% dos possuem interesse em blogs, mas apenas 31% declaram ser autores de um blog. 
  • Cerca de 21% dos entrevistados contribuem diariamente para algum fórum de discussão e 57% visitam estes fóruns pelo menos uma vez por semana, 16% o fazem várias vezes ao dia. 
  • 36% dos entrevistados já contribuíram pelo menos uma vez na edição de artigos em Wikis e 87% utilizam Wikis como fonte de informação sobre diversos assuntos, que inclui empresas, produtos, etc. 
  • 50% dos entrevistados já fizeram tags para outras páginas da web e 28% utilizam tecnologias RSS com frequência diária. 
  • O Twitter é utilizado por 24% dos entrevistados, mas a freqüência de acompanhamento chega a “várias vezes ao dia” por parte de 11% deles. 
  • Diversão (29%), desenvolvimento profissional e vantagens financeiras (25%) e aprendizagem e educação (24%) são principais motivações para usar a rede. 
  • Cerca de15% dos entrevistados afirmam utilizar essas tecnologias para “ajudar os outros e/ou a comunidade”. 

(B2B Magazine, 27.01.2009)

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O celular é o novo PC

Publicado por lemuelcs em 04/02/2009

A revolução da mobilidade inaugurou o mercado de software para aparelhos móveis – e os pioneiros enxergam uma oportunidade semelhante à dos primeiros computadores

Por Luiza Dalmazo

Revista EXAME  Na década de 1980, quando a computação pessoal dava seus primeiros passos, alguns empreendedores começaram a construir uma das indústrias mais dinâmicas e lucrativas que o mundo dos negócios já conheceu: a indústria do software. Os computadores ainda eram uma raridade fora do mundo das empresas, mas aqueles pioneiros acreditavam na massificação do mundo digital. Um deles chegou a proclamar que haveria um computador em cada mesa e em cada casa. Seu nome? Bill Gates. Avance o filme uns 20 anos. Uma nova leva de visionários acredita que uma janela de oportunidade semelhante está se descortinando agora. São os pioneiros do mundo do software para celulares. Mais especificamente os smartphones, aparelhos que têm telas maiores e recursos computacionais mais avançados. No ano passado foram vendidas 115 milhões de unidades. A estimativa é que esse número chegue a meio bilhão em 2012. No mundo da tecnologia, não há mais dúvida: a próxima grande fronteira vai acontecer na tela dos celulares.

Mas não é preciso esperar o futuro para entender o potencial do mercado de programas para smartphones. Apenas seis meses depois do lançamento da App Store, o serviço que centraliza os softwares criados para o iPhone, mais de 300 milhões de aplicativos foram baixados – de graça ou mediante pagamento – por usuários do telefone da Apple. O conjunto de ferramentas que permitem aos desenvolvedores criar os programas para o iPhone foi copiado mais de 100 000 vezes na primeira semana em que foi colocado à disposição no site da Apple. Depois do êxito da Apple, outras empresas criaram estratégias semelhantes. Em outubro, Nokia – sócia majoritária do sistema operacional Symbian -, RIM, criadora do BlackBerry, e Sony Ericsson lançaram suas lojas online de aplicativos e serviços de download.

Na esteira da popularidade desses sistemas, algumas empresas estão se dedicando a escrever programas só para celulares. A MTM Tecnologia, de Salvador, concentra os esforços em programas para profissionais da área médica e hospitalar. “O celular servia para telefonar. Depois, passou a servir também como ferramenta de e-mail. Agora, estamos entrando em uma nova etapa da tecnologia”, diz Gustavo Perez. A Evermobile, de São Paulo, faz sistemas de operações bancárias e quadruplicou de tamanho em dois anos: passou de dez para 40 programadores. Mas uma oportunidade ainda maior pode existir no mercado de consumidores finais. “Enquanto a internet chega a 40 milhões de pessoas, os celulares pertencem a 140 milhões de brasileiros”, diz Raul Pavão, diretor de marketing e alianças da EverMobile. Muitas companhias especializadas em criar programas para uso corporativo estão mudando de estratégia diante do crescimento do mercado consumidor. “Estamos prestes a assistir a uma virada”, acredita Cesar S. Cesar, diretor de estratégia e marketing da Hands, que adapta sites da internet para smartphones. No primeiro semestre de 2008, os aplicativos de entretenimento e jogos aumentaram em número de downloads. Segundo a Handango, provedora de sistemas para smartphone, esse tipo de aplicativo representou 42% das unidades vendidas. Em contrapartida, os sistemas corporativos ficaram em 15%, ante 13% em 2007.

O mercado de software para celulares é promissor, mas ainda restam muitas questões a responder. Uma das mais importantes é sobre a variedade de sistemas existentes. Hoje, quatro sistemas competem pela liderança. A Nokia e seu sistema Symbian detêm a maior fatia do mercado, mas vem perdendo espaço rapidamente para Apple e RIM. Na prática, isso significa que as empresas que criam programas para celulares têm um dilema: ou apostam em uma tecnologia ou então são obrigadas a adaptar seus produtos a todos os sistemas. Essa é uma questão que não existe no mundo dos PCs, pelo menos por enquanto. Como o Windows detém 90% do mercado, é praticamente obrigatório desenvolver para a plataforma da Microsoft – e eventualmente se fazem também versões para o mundo Macintosh ou Linux. Outro ponto em discussão é o poder que os donos das plataformas têm sobre os desenvolvedores. No modelo que está se consolidando, a Apple ou a RIM submetem os softwares a um processo de aprovação e têm inclusive o controle sobre o sistema de distribuição. A empresa de Steve Jobs, por exemplo, cobra 30% do valor da venda dos aplicativos a título de prestação de serviço. Estima-se que só com esse “pedágio” a Apple tenha faturado entre 50 milhões e 100 milhões de dólares. 

Jogo aberto 

Mas nenhuma dessas incertezas deve barrar o desenvolvimento da nascente indústria do software móvel. Numa apresentação recente, a analista Mary Meeker, do banco Morgan Stanley, previu uma aceleração dramática dos negócios ligados à mobilidade, ao passo que as empresas de internet, até pouco tempo atrás as estrelas do mundo digital, vão ser duramente atingidas pela crise financeira mundial e por uma eventual redução em investimentos de publicidade. Se Bill Gates amealhou uma fortuna com a previsão de um computador por mesa, o que esperar do dia em que houver um smartphone no bolso de cada habitante do planeta? 

(Exame, 23.12.2008)

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48% dos usuários leem fórum antes de compra

Publicado por lemuelcs em 07/01/2009

SÃO PAULO – Quase metade dos internautas brasileiros diz, em pesquisa, que consultam fóruns e comunidades na web para ouvir a opinião de outros consumidores antes de fechar uma compra.

O estudo foi feito pela Talk Interactive com apoio do Datafolha e ouviu usuários de web nas cinco regiões do Brasil. De acordo com o estudo, quanto maior a complexidade dos produtos a serem comprados, maior a leitura de conteúdo gerado pelo usuário na web para decidir a compra.

Assim, eletrônicos que podem ser analisados sob muitos aspectos, como laptops e máquinas fotográficas digitais, têm maior leitura online em fóruns. Segundo os organizadores do estudo, os números revelam a importância de fabricantes e revendedores investirem em marketing online e acompanharem as discussões que acontecem na internet a respeito de seus produtos.

Os comentários em fóruns, diz ainda a análise, têm maior peso na decisão dos consumidores pois são recebidos como um material isento ou imparcial, ao passo que anúncios tradicionais são vistos com maior desconfiança, por sabidamente mostrar apenas o que o fabricante deseja.

Fonte: INFO OnLine – http://info.abril.com.br/aberto/infonews/012009/06012009-47.shl

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Google afirma que 50% do comércio mundial é influenciado por pesquisas na web

Publicado por lemuelcs em 02/01/2009

Apesar de apenas 6% das compras mundiais serem realizadas pela Internet, dados divulgados pelo Google nesta quinta-feira (23) mostram que cerca de 50% de todas as transações comerciais são influenciadas por pesquisas feitas na rede mundial de computadores.

Ainda de acordo com o Google, o comércio eletrônico internacional vale cerca de 380 bilhões de dólares, e este mercado está em fase de mudanças na relação entre comprador e marca.

Os dados da empresa de Internet mostram que as redes sociais já englobam 270 milhões de participantes em todo o mundo, e 40% do tráfego online passa pelo vídeo. “As grandes marcas online estão sendo construídas em função da performance do produto, e não tanto pela sua publicidade”, afirmou Rui Nunes, do Google Portugal, informou a Agência Financeira. (Portal Imprensa, 23.10.2008)

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Cinco Tecnologias para 2009

Publicado por lemuelcs em 31/12/2008

Todo ano os especialistas calculam mais ou menos quais serão as tecnologias que vingarão pra valer  no ano seguinte.

Para isso usam o senso de observação sobre o que está em franca fabricação e queda de preço, além das que têm caído no gosto e só falta se popularizar, obviamente um bom conhecimento do mercado ajuda.

Eu também tenho alguns chutes calculados que podem parecer claros por já serem incipientes mas são minhas impressões sobre o que vai pegar pra valer.

1. Tchau CD! A mais comum das previsões é a de que o CD acabou. Tudo bem, ele não funciona mais como meio de venda de música. Mas não exageremos. mesmo que há muito ele só sirva como presente de inimigo secreto, dizer que acabou, com todo o parque de leitores que existem nas casas e carros? Lembre-se de o surgimento dos CDs não impediu que os equipamentos com fita cassete fossem fabricados ainda por muito temp e assim prosseguirá o CD também, como mídia alternativa, mas realmente não faz mais sentido algum acumular uma prateleira de CDs cujo conteúdo – mesmo em alta qualidade – cabe numa única mídia. A chance são os áudio livros, esses nos dão um alento no trânsito paulistano.

Você pode ser um colecionador né? Mas colecionador não é mercado, mercado é o povão que ouve, e esse não se importa de onde está vindo o som.

Esse blá blá blá serve pra dizer que, qualquer equipamento novo que não tiver uma porta USB ou um leitor de memória flash, será rejeitado. Aposte, verás a memória flash por todo canto, à preço de banana.Aliás, elas já estão, só que aparecem em um ou outro equipamento. Ainda veremos até forno microondas com porta USB.

2. Celular com TV e internet. Até quando nos contentaremos com celulares pífios e com recursos inutilizáveis? A resposta está aí, bastou o iPhone aparecer com usabilidade melhorada e o mundo voltou suas atenções pra ele. O iPhone ainda está longe dos recursos desejáveis e mesmo assim está à frente do resto? Parabéns Mr. Jobs, mais uma vez.

3.YouTube na tela da TV. Mesmo sendo salvos pela tv à cabo, ainda penamos com os endo-comerciais dos canais pagos, pior, eles são repetitivos, muito repetitivos, mais repetitivos que propagandas de produtos, tão repetitivos quanto esse parágrafo. A solução está nas TVs com conectadas à internet e suas maravilhosas telas PIP que permitem um rápido zap pelo YouTube, por exemplo. Aí só vai faltar um filtro no próprio YouTube, porque para cada momento legal que encontramos, vêm um monte de cracas. É a poluição digital dos tempos de liberdade.

4.QR Code. Ninguém gosta de ficar digitando extensas URLs no celular. O QR Code(de Quick Response) pode dar um jeito nisso. É um quadradinho com um desenho ininteligível e pixelizado. Funciona como um código de barras, você fotografa com sua câmera de celular e este, munido de um programinha gratuito reconhece e rapidamente te leva até a URL associada ao QR.Simples, prático, resolve.Fusão de mídias: móvel, impresso e rede.

5.Touch Screen. Chegou, sentou-se, abriu uma cerveja e não dá pinta de que vai embora tão cedo.Os poucos equipamentos com tela sensível ao toque que apareceram no mercado esse ano – sim, poucos – são uma mera sombra do que está por vir. As telas sensíveis já tem longa estrada nos totens e caixas automáticos, era de se estranhar mesmo que ainda não tinham invadido todos os equipamentos de uso pessoal. É simples, o mercado esgota até a última gota do lucro que podem tirar das tecnologias legadas.Agora não há mais o que fazer, as telas matriciais estão barateadas e podem muito bem equipar a maioria dos dispositivos pessoais.

Em breve falaremos sobre as tecnologias do futuro. Essas citadas são apenas as que não se popularizam extensamente e ninguém sabe bem o porquê.

Por Osmar Lazarini (Portal Exame/Gadget, 27.12.2008)

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Consultoria faz projeções sobre a web em 2020

Publicado por lemuelcs em 31/12/2008

por InformationWeek EUA
22/12/2008

A Pew Internet &amp08

A Pew Internet & American Life Projec sugere uma prevalência da tecnologia de reconhecimento de voz e interface touch no setor.

No ano de 2020, negociação e manipulação vão fundir-se na internet, encorajando os consumidores a negociarem descontos. Copyright será coisa do passado e a realidade virtual permitirá uma fuga para o cyberspace. Essas são algumas das previsões do estudo “Future of the Internet III”, realizado pela Pew Internet & American Life Project.

O que a empresa acredita não é algo muito claro. A internet em 2020 deve ter muito do ambiente web de hoje, cheio de potencial e de armadilhas. O estudo da Pew prevê que o dispositivo móvel será a principal ferramenta de conexão.

A pesquisa acredita em um mundo com pessoas e empresas mais transparentes, mas a natureza humana não muda. E não há surpresa nisso.

O levantamento antecipa o tempo onde o reconhecimento por voz e interfaces touch serão mais prevalentes. Isso não é um prognóstico inesperado. A Apple, com o iPhone e o iPod touch poderia realizar essa previsão através dos seus próprios dispositivos.

“Aqueles que trabalham para fortalecer a propriedade intelectual e o copyright, continuarão em guerra com aqueles que encontrarão uma forma de copiar e compartilhar conteúdo sem pagar”, diz o estudo.

Sessenta por cento dos especialistas entrevistados não concordam que o controle de conteúdo através da tecnologia de proteção de copyright dominaria a internet em 2012. Mas a maioria vê uma redução na popularidade do sistema bloqueado do iPhone. Dado que os competidores da Apple resolveram copiar o modelo da iTunes App Store, não seria surpresa que os consumidores negociacem o uso livre como promessa de segurança do aparelho.

Vida em casa e no trabalho

O relatório da Pew espera continuidade na fusão entre a vida pessoal e profissional, além do mundo físico e virtual. Os pesquisados se mostraram divididos: 56% disseram estar otimistas em relação ao futuro, enquanto o restante se mostrou mais temeroso sobre a possibilidade de trabalhar o tempo todo. O estudo inclui opiniões de diversas pessoas sobre o que estar por vir. As observações trazem visões diferentes de futuro, daquelas observadas no filme Blade Runner, de 1982. “Nós viveremos em casas de vidro”, disse Jeff Jarvis, professor da escola de jornalismo da Citi University of New York.

“Comportamentos agressivos prevalecerão em relação a civilidade, fraternidade e tolerância, como regra geral, apesar de da formação de grupos com esses valores”, afirmou Alejandro Pisanty, diretor do serviço de informática da Universidade Nacional Autônoma do México. “As invasões de intimidade e privacidade devem continuar”, completa.

“Em 2020, a internet será capaz de monitorar e manipular pessoas através das empresas e governo em uma escala nunca vista antes”, afirmou o blogueiro Nicholas Carr. “A maioria das pessoas terão felicidade em negociar a privacidade – consciente ou inconscientemente – em troca de benefícios, como preços mais baixos”, reforçou.

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Conheça os ‘dez mandamentos’ para compras seguras na internet

Publicado por lemuelcs em 30/12/2008

Ao falar sobre compras virtuais seguras, um assunto recorrente na época do Natal, seria fácil recomendar o uso de sites já conhecidos, por conta de sua “tradição”. Mas uma das grandes façanhas da internet é a facilidade com que ela dá espaço a novas idéias, produtos e – como deveria ser – empresas. Sim, é possível comprar com segurança na internet em lojas menores, da mesma forma que é possível ser roubado por um vírus enquanto a senha do cartão é digitada em uma loja mais conhecida. Hoje a coluna Segurança para o PC traz dez dicas para aumentar sua segurança durante as compras na internet, independentemente do produto que você procura e onde vai comprar. Confira.

1. Verifique a segurança do seu sistema

De nada adianta realizar uma compra com todos os cuidados do mundo em um computador público ou compartilhado. Portanto, partindo do pressuposto que a compra será efetuada na máquina que você usa em casa, certifique-se de que a mesma está segura antes de digitar suas informações online. Isso significa fazer uma verificação com os software de segurança instalados, como o antivírus e o anti-spyware.

Seguir boas práticas de segurança, tais como instalar qualquer correção de segurança disponível para os softwares do seu computador e evitar o download de arquivos estranhos, também contribui: a maioria dos casos de roubo de dados ocorre devido a pragas digitais. Para descobrir quais as atualizações necessárias em sua máquina, uma boa opção é o uso do Personal Software Inspector.

2. Procure informações cadastrais da empresa

Se a empresa não disponibiliza o número do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) no website, é possível obtê-lo por meio de um serviço chamado “whois” (“quem é?”). Basta ir até o site Registro.br, digitar o endereço da loja e seguir a opção de “Whois”.

Com o CNPJ em mãos, vá até o site da Receita Federal e acesse pelo menu: Pessoa Jurídica > CNPJ > Comprovante de inscrição. Lá, digite o número do CNPJ. Você terá informações como o nome da empresa e a data em que ela foi estabelecida.

Sites de comércio fraudulentos costumam mentir a respeito do tempo de atividade com o objetivo de ganhar mais clientes (vítimas). Essa verificação pode mostrar que a loja que supostamente existe há oito anos na verdade foi aberta no mês anterior.

Se o endereço não for um “.com.br”, o Whois terá de ser feito de outra forma e não incluirá o CNPJ. Procure obter junto à empresa o CNPJ. Se o mesmo já não estiver divulgado no site, você terá de partir para a próxima dica.

3. Tente contato com a empresa antes de efetuar sua compra

Tanto faz se é via telefone ou e-mail. De preferência tenha os dois em mãos, caso precise reclamar depois. Ao tentar se comunicar com a empresa, você terá uma prévia do tipo de atendimento que ela presta: se não conseguir falar antes da venda, certamente também não conseguirá depois.

Também é válido procurar alguma referência física da loja. O cadastro de CNPJ pode lhe dar um endereço. Às vezes é possível obter informações a respeito do local para saber se realmente há uma loja ali. Procurando o endereço, pode-se descobrir que o mesmo foi utilizado por outras lojas fraudulentas, por exemplo.

4. Procure comentários ou recomendações

Existem sites especializados em coletar comentários de usuários sobre lojas on-line. Outros servem para reclamações. É claro que você não deve confiar em informações fornecidas pela própria loja, como mostra o item seguinte.

5. Ignore selos e outras marcas de segurança

Está se tornando comum a exibição de diversos selos de segurança. Eles recheiam os rodapés de vários sites de comércio eletrônico. São tantos que cada vez informam menos. Embora sites legítimos façam uso deles, qualquer site malicioso pode exibi-los também. Todo site na internet pode exibir qualquer imagem que desejar.

A maioria dos selos se encaixa nas seguintes categorias: não significam nada, não garantem nada, não podem ser verificados. Ignore todos.

Prefira uma pesquisa internet sobre o site, se alguma informação já foi vazada ou comprometida. Leia também a Política de Privacidade para saber o que fazem com seus dados – você certamente não quer que eles sejam compartilhados ou vendidos para telemarketing. Isso é importante.

6. Se não conhece a loja, comece com compras de pequeno valor

Antes de fazer aquela encomenda alta em uma loja que você não conhece, tente antes algumas compras de valor mais baixo. Se você está receoso para digitar o número e o código do seu cartão, pague no boleto bancário. Se você tem medo de não receber o produto, procure a opção de encomenda por Sedex a cobrar.

7. SSL: Secure Sockets Layer

No Internet Explorer 7, o ‘cadeado’ fica na barra de endereços. No IE6, ficava na barra inferior, onde era menos visível. Clicar no cadeado dá mais informações sobre o certificado. (Foto: Reprodução )

Esse é o famoso “cadeado”. A atenção a ele foi recomendada tantas vezes que é quase redundante repetir. Vale dizer o seguinte: o SSL garante que você está visitando o endereço exposto URL (não é um site falso) e que a conexão é criptografada, ou seja, não pode ser interceptada durante o percurso. Isso e apenas isso. O SSL nada mais é do que um código único, chamado “certificado”, que qualquer site pode obter – e não é caro. Ele não garante a segurança de todo o processo (um vírus no seu computador pode roubar as informações, por exemplo), nem serve como garantia de que o produto será entregue. Se esse fosse o caso, esta seria a única dica desta coluna.

8. Cuidado com ofertas boas demais

Principalmente ofertas por e-mail de lojas nas quais você nunca efetuou compra alguma. Mesmo ofertas encontradas em sites comparadores de preços podem ser fajutas. Alguns sites têm começado a manter listas de lojas fraudulentas: procure se informar.

Se um site desconhecido oferece produtos a um valor muito inferior ao praticado por outros, é bom suspeitar e verificar tudo duas vezes.

9. Conheça seus direitos

O Código de Defesa do Consumidor também vale para compras on-line. Um dos mais interessantes é o artigo 49. Ele permite que qualquer produto seja devolvido até sete dias depois da entrega. Se o consumidor exercer esse direito, a loja deve devolver qualquer valor pago, com correção monetária se necessário.

10. O Bom Velhinho recompensa quem se comportam bem

Tome cuidados de segurança o ano todo para que nessa época suas compras sejam tranqüilas. Para saber quais medidas adotar, veja novamente o primeiro item desta lista.

Espero que as dicas tenham sido úteis. Caso algo não tenha ficado claro ou você tenha qualquer dúvida sobre segurança, deixe a pergunta nos comentários. Na quarta-feira (17) serão publicadas respostas às questões deixadas na coluna. Sexta-feira (19) a coluna traz um resumo dos notícias da semana. Até lá e boas compras!

* Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores

Fonte: G1 / Tecnologia

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Prepare-se para o Cloud Computing

Publicado por lemuelcs em 12/12/2008

Por Marcos Abellón*

O mundo da Internet não pára de inovar, novos conceitos surgem quase que diariamente. No ano passado, nos Estados Unidos, nascia a Computação em Nuvens (Cloud Computing), inspirada em conceitos como WEB 2.0, Blogs, Wikipédia, além do próprio E-business. Hoje os Cloud Servers são realidade mundial e anunciam uma grande mudança de paradigmas em relação a serviços de Hosting e utilização de software como serviço (SaaS – Software as a Service). Empresas como Microsoft, Google, IBM, HP, entre outras, consolidam a tecnologia não só adotando para si este modelo, mas também se adaptando às mudanças culturais em seu próprio portfólio, que crescem a cada dia.

O que é a tão falada “Computação em Nuvens” (Cloud Computing)?

É a geração de hosting com computação baseada em servidores numa nuvem com abundâncias de recursos de processamento massivo e armazenamento de dados de alta capacidade, que evita a dependência de recursos físicos alocados em um único hardware. A arquitetura em cloud é muito mais que apenas um conjunto de servidores físicos ou virtuais, ela dispõe de uma infra-estrutura de gerenciamento que inclui funções como provisionamento de recursos computacionais, balanceamento dinâmico do workload e monitoração do desempenho. Esta tecnologia está muito alinhada ao conceito de software como serviço – SaaS – passando por outros conceitos, há tempos em discussão, como arquitetura orientada a serviços (SOA – Service Oriented Architecture), clusters, utility e grid computing (computação em grade), aplicações web enabled e BPM (Business Process Management). Ou seja, ela vem para consolidar tendências, tecnologias, modismos que estavam por aí soltos e integrar numa única arquitetura.

O Cloud Computing certamente é o fator que irá solidificar a Web como plataforma social e corporativa. Nada mais será como antes e tudo será feito de forma diferente. Assim como a televisão revolucionou o mundo quando surgiu, a Web é um marco fundamental da nossa história e está modificando tudo.

Não sei ao certo, mas tomei conhecimento que as grandes empresas de TI citadas acima estão construindo mega-datacenters com milhares de servidores cada uma. Você consegue imaginar o que é isso? E para quê tudo isso? Por isso digo que é uma guerra armamentista, não é possível saber ao certo como será o mundo das aplicações daqui a uns anos.

O que prevejo é que todo o mundo vai estar numa dessas “nuvens”, ou seja, tudo vai rodar em uma infra-estrutura dessas. Tanto faz se será na do Google, Yahoo, Microsoft, Amazon ou algum outro player que surja. Não teremos mais aplicativos e sistemas instalados em hardwares, tudo vai acontecer lá. É uma evolução do SaaS (Software As A Service) só que muito mais globalizada e maior.

Ainda há muitas barreiras a vencer para que o cloud computing se torne viável, como garantia de segurança, as plataformas e padrões existentes, gerenciamento e interoperabilidade. Sem contar que há sempre o medo diante do novo, que é inerente ao ser humano, mas que este deve ser a menor dificuldade. Vamos aguardar e se preparar. 

*Marcos Abellón é Diretor Geral da W5 Solutions (Fonte: B2B Magazine, 04.12.2008)

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Lições para uma permanência sustentável no Comércio Eletrônico

Publicado por lemuelcs em 28/11/2008

O Movimento Internet Segura (MIS), comitê da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, elaborou e está divulgando uma série de sugestões e recomendações destinadas especialmente aos novos empreendedores do Comércio Eletrônico. Iniciado em 2004, o MIS sempre foi muito ativo com ong> sempre foi muito ativo com relação ao seu objetivo principal – propagar os princípios de segurança na Internet para o consumidor final. Agora, coloca também seu conhecimento a serviço da preparação das empresas que queiram iniciar suas operações e ganhar sustentabilidade nesse mercado.

Logística

A logística constitui um fator importantíssimo para o Comércio Eletrônico. Uma vez concluída a compra, o consumidor espera receber o produto escolhido dentro do prazo contratado e sem maiores preocupações. Alguns aspectos que o empreendedor deve ter especial atenção são:

* Estoque e manuseio – Tudo deve ser muito bem planejado, levando em conta as melhores práticas de movimentação e armazenagem.

* Embalagens apropriadas – Devem estar disponíveis embalagens nos tamanhos, formatos e características necessárias à proteção do material oferecido.

* Provedor logístico – A escolha deve levar em consideração não só os custos, mas a qualidade e a abrangência do serviço.

* Rastreabilidade – Deve haver acesso em tempo real ao status da entrega, garantindo assim, condições de informar o cliente sobre a entrega de sua mercadoria.

* Gestão de erros e devoluções – Prever a possibilidade de entregas erradas e tratar da substituição e retirada dos itens devolvidos. Levar em conta, também, que o cliente pode desistir da compra em um prazo previsto pela legislação vigente.

A escolha do operador logístico merece atenção redobrada. O Brasil é um país de dimensões continentais e deve levar-se em consideração a capacidade de entrega em qualquer parte do território por parte do operador logístico. Atualmente, os Correios constituem o único provedor com capacidade nacional. Além disso, oferece um serviço especial de entregas para o comércio eletrônico, o e-Sedex. Contudo, nem sempre é possível antecipar-nos a fatos inesperados ou fortuitos que acabam por afetada a empresa, como por exemplo greves e outros imprevistos alheios ao controle gerencial. Assim, nossa sugestão é que o empreendedor tenha pelo menos dois provedores básicos, sendo os Correios um deles.

Meios de Pagamento

O varejo on-line percebe, com maior intensidade que as lojas físicas, a demanda do cliente final pela livre escolha da forma de pagamento. O consumidor muda com facilidade de uma loja para outra, em função da disponibilidade de condições de compra ou de meios de pagamento. O meio de pagamento preferido é o cartão de crédito, mas o lojista deve ficar atento também para novas modalidades de pagamento, como por exemplo, os cartões de financiamento e o pagamento pelo celular.

* Cartão de crédito. O empreendedor deve ter integração com as operadoras de cartões de crédito, sejam quais forem. Este é o meio de pagamento preferido em 81% das compras feitas pela Internet, com uma taxa média de desconto de 3% em grandes operações e que pode chegar a 5% para as empresas iniciantes. O prazo de recebimento é quase sempre de 30 dias. Uma das razões para o sucesso dos cartões de crédito é a possibilidade do parcelamento do pagamento em até 12 vezes sem juros. Nesses casos, o lojista também recebe em parcelas, o que exige planejamento muito cuidadoso. Cerca de 80% das vendas por cartões na Internet são feitas dessa maneira.

Um fator crítico para o sucesso do empreendimento é o chamado chargeback, ou devolução do pagamento no caso de uma disputa com o banco emissor do cartão. Lojas mais antigas costumam ter índices de chargeback inferiores a 0,1%. Mas é muito raro uma loja iniciante obter índices semelhantes.

* Boleto bancário – É provavelmente o meio mais econômico para o lojista, que paga um valor fixo ao banco, entre R$ 1,50 e R$ 2,50 por cobrança. No entanto, esta modalidade de pagamento fica muito atrás na preferência do cliente em comparação ao pagamento parcelado com cartão de crédito. Além disso, o Boleto bancário apresenta um índice muito alto de rejeição, índice que pode chegar a 50%, refletindo aí o arrependimento após uma compra por impulso.

* Débito bancário. Trata-se de uma conexão on-line entre o lojista e um banco que ofereça esse tipo de serviço. A tarifa geralmente é econômica, mas o custo é alto pela necessidade de manter uma conexão separada para cada banco. É possível que ganhe terreno no futuro, quando for possível o uso de cartões de débito na Internet.

* Cartões de financiamento – São plásticos que permitem o pagamento em um número muito alto de parcelas – até 24 meses. O cliente paga juros ao emissor do cartão e há dois tipos cartão, um restrito a uma loja especifica e o outro aberto a várias lojas. Para o lojista, funciona como cartão de crédito normal, com descontos de 5% e pagamento em 30 dias.

* Pagamento via celular – Esta é uma modalidade ainda restrita, mas deve ser mais abrangente no futuro. O cliente digita uma senha em seu celular e o pagamento é automaticamente transferido de sua conta bancária para a do lojista. Além da vantagem do débito imediato, o pagamento via celular tem taxa média inferior a 2% e não existe a possibilidade de chargeback.

Gerson Rolim
Diretor Executivo
Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico

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Google afirma que 50% do comércio mundial é influenciado por pesquisas na web

Publicado por lemuelcs em 28/10/2008

Apesar de apenas 6% das compras mundiais serem realizadas pela Internet, dados divulgados pelo Google nesta quinta-feira (23) mostram que cerca de 50% de todas as transações comerciais são influenciadas por pesquisas feitas na rede mundial de computadores.

Ainda de acordo com o Google, o comércio eletrônico internacional vale cerca de 380 bilhões de dólares, e este mercado está em fase de mudanças na relação entre comprador e marca.

Os dados da empresa de Internet mostram que as redes sociais já englobam 270 milhões de participantes em todo o mundo, e 40% do tráfego online passa pelo vídeo. “As grandes marcas online estão sendo construídas em função da performance do produto, e não tanto pela sua publicidade”, afirmou Rui Nunes, do Google Portugal, informou a Agência Financeira. (Portal Imprensa, 23.10.2008)


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